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(23.12.10)

Olá, pessoal!

O ano de 2011 está chegando e, juntamente com ele, chegou a hora de nos despedirmos de vocês.

Quando criamos o "Quem quer ser trainee?", nosso objetivo era deixá-lo funcionando até o fim do ano. Queríamos trazer discussões que ajudassem os candidatos, conversar sobre temas de relevância para os jovens no mercado de trabalho, dar dicas e conhecer um pouco mais do mundo dos trainees. Fizemos um balanço e, ao nosso ver, tivemos sucesso nesta empreitada. Entretanto, o blog teria que chegar ao fim em algum momento.

Nossa intenção com o blog não era contar nossa jornada. Queríamos trazer, sim, nossas experiências, mas também desejávamos abrir o espaço para vocês, leitores, contarem um pouco das suas. Foi uma troca muito bacana e que nos trouxe muitas coisas boas. Esperamos que a recíproca tenha sido verdadeira.

O que queremos contar sobre a nossa jornada é que todas terminamos o ano muito bem. Estamos felizes, empregadas e seguindo cada uma o seu caminho. Percebemos que o mais importante é encontrar o seu lugar, seja ele como trainee ou analista, em uma pequena ou grande empresa, na sua área ou não, na iniciativa pública ou privada. E que para ser feliz é preciso ter prazer no que se faz! E isso temos de sobra!

O conteúdo disponibilizado no blog continuará livre para o acesso de vocês e de futuros candidatos a trainee. Desde o dia 17 de Fevereiro, foram 93.270 visitas (sendo 40.588 visitas únicas), 173 processos postados, 15 histórias de candidatos e 21 textos de nossa autoria! O blog teve muito mais receptividade do que esperávamos e, por isso, só temos a agradecer! E esperar que este material ajude outras pessoas como nos ajudou!

Um grande abraço e muito sucesso!

Equipe QQST
Carol, Mari, Paty e Tati

*UPDATE: Muita gente está vindo nos perguntar por que não passamos o blog para alguém ao invés de fechá-lo e resolvemos explicar.

A decisão de encerrar o blog não foi feita abruptamente, pensamos e consideramos outras possibilidades antes disso. O fato é que investimos muito tempo e atenção ao QQST durante este ano, para manter sempre uma frequência nos posts, veracidade nas informações dos processos, qualidade dos textos, etc. Portanto, para deixar isso na mão de outra pessoa, teria que ser alguém do nosso convívio e confiança. As pessoas que consideramos para dar continuidade ao blog não tem tempo hábil de, sozinhas, manter o QQST. Se em quatro pessoas já foi complicado, sozinho é praticamente impossível.

Portanto, pesamos os prós e contras e preferimos encerrar o blog neste momento. Temos certeza que no próximo ano novos blogs virão, com pessoas dedicadas aos processos e interessadas nessa troca de experiência fantástica que essa ferramenta proporciona. Ficamos muito felizes com todo o feedback mas, infelizmente, o "Quem quer ser trainee?" encerra suas atividades por aqui mesmo. :)

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(30.11.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)


Pessoal, recebemos mais um Compartilhando comentando resultados positivos de um leitor que não quis ser identificado, e vamos reproduzí-lo na íntegra aqui.

Como já dissemos anteriormente, percebemos que esta é uma seção do "Quem quer ser trainee?" que interessa bastante a todos os candidatos, portanto continuamos contando com a participação de vocês. Essa troca de experiências é muito válida, para que possamos todos aprender com o erro e os acertos dos outros.

Agora sim, o texto do nosso "João":

"Hoje vou compartilhar a experiência de passar em uma dinâmica de grupo e entrevista (agora estou caminhando para a última etapa, o painel).

Ao contrário de muitos, eu tentei vários processos e não passava das provas on-line. Isso se deve talvez a minha formação em Humanas. Mas depois de muito esforço e estudo (sim, tive que revisar questões como arranjo, combinação, entre outros), finalmente passei para etapa da DG.

Inicialmente fiquei eufórico com a resposta, para mim foi uma vitória chegar nesta etapa. Mas me “bateu um frio” (Como seria a DG? Nossa, e agora, eu nunca fiz uma, o que devo fazer?). A solução encontrada foi relaxar e “ser eu mesmo”. A dinâmica começou logo cedo com a apresentação da empresa (fiquei ainda mais apaixonado), uma apresentação pessoal (diria que 90% dos candidatos eram engenheiros, o que me deixou com mais medo) e depois a DG, que era uma mesa de negociação.

Fomos divididos em 4 equipes e a cada rodada um membro representaria a equipe na negociação. Eu achei essa dinâmica fantástica, porque todos tiveram oportunidade de se apresentar e trabalhar em equipe. Após a DG nossos avaliadores saíram da sala para selecionar e voltaram com os nomes para a entrevista (que aconteceria a tarde, o que eu achei maravilhoso).

Eu diria que fiquei com um sentimento totalmente de medo e euforia: medo por não ter idéia de como seria uma entrevista em um processo de trainee (nunca tinha passado da prova on-line e em um mesmo dia me “desvirginei” de duas etapas); euforia porque realmente quero entrar nesta empresa, me identifiquei muito com ela e vi que teria espaço para crescimento.

Sem saber o que era uma entrevista resolvi não mudar a estratégia: ser eu mesmo de forma mais natural possível. Eles perguntaram de tudo: da minha vida pessoal a alguns detalhes do currículo, chegando ao ponto de até apontarem meu desempenho na prova de lógica. Não foi uma entrevista formal, mas um bate-papo tranqüilo.

Sai de lá muito feliz por ter conseguido ir tão longe. Mas após isso veio o martírio de esperar a resposta por cerca de 2 semanas. Nesse meio tempo tive todos os sintomas dos candidatos a trainee (síndrome do F5, síndrome da entrevista e medo de ter me apaixonado ainda mais pela empresa e agora receber uma “bota”).

A resposta veio dentro do prazo previsto e, graças a Deus, consegui chegar ao final. Este é o único processo que cheguei até a etapa final, mas acredito que estou muito animado não apenas por isso, mas por ter me identificado profundamente com a empresa (pesquisei com funcionários, site e nosso amado Google). Acho até que consegui ir tão longe por esse motivo também.

O que aprendi com esse processo e quero compartilhar com todos é:

1 – Você pode ir longe em um processo se realmente quer fazer parte da empresa e se identifica com ela (parece frase de caminhão, mas é a mais pura verdade);
2 – Seja você mesmo, se você não confia no seu taco, como pode se garantir como bom profissional? (mas lembre-se sempre da humildade);
3 – Ok, engenheiros dominam em quantidade os trainees (queridos amigos de exatas, nada contra vocês, viu!), mas há sempre espaço para todas as áreas;
4 – Se você não passou em alguma etapa, faça uma auto-análise. Garanto que isso pode render resultados positivos.

Abraços a todos!"

Nós do "Quem quer ser trainee?" agradecemos a participação do "João" aqui no blog e esperamos que outros leitores nos enviem suas histórias!

* E você, já teve uma experiência parecida? Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(11.11.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

Pessoal, recebemos um Compartilhando muito especial, da leitora Isis Vega, que traz um contraponto interessante ao último Comunicando, e vamos reproduzí-lo na íntegra aqui. Gostaríamos de aproveitar e pedir para que vocês se animem e continuem (ou comecem, para os que ainda não o fizeram) enviando suas experiências em dinâmicas, entrevistas e processos seletivos em geral para nosso email, para publicarmos aqui no blog.

Percebemos pelos comentários e número de acessos que esta é uma seção do "Quem quer ser trainee?" que interessa bastante a todos os candidatos, pois é possível aprender muito com os erros e acertos dos outros. Contamos com a participação de vocês. A equipe do "Quem quer ser trainee?" - e todos os leitores do blog - agradecem!

Agora sim, vamos ao email da Isis:

"Boa tarde meninas.

Sou uma leitora assídua do blog de vocês e vi que os últimos depoimentos e posts são sobre NÃO passar nos processos de trainee. Hoje vim compartilhar minha experiência de PASSAR em um trainee.

Assim como a última Maria, eu sempre ia a milhões de dinâmicas e era sempre não, não, não e mais não. Como aquilo era muito importante para mim, eu ficava sempre muito nervosa (sou péssima para falar em público) e me sentia diminuída pela formação, experiências, viagens e afins dos outros candidatos, pois moro numa cidade de interior e não tive as oportunidades e experiências como o pessoal da capital de São Paulo costuma ter, de estagiar em grandes empresas e fazer boas faculdades.

Eu já estava bem desanimada, sem vontade até de fazer as novas provas online que chegavam, pois sempre pensava: "para que vou perder meu tempo fazendo se só chego até as dinânicas e mais nada?". Em uma dada semana chegaram seguidos 3 agendamentos de etapas presenciais: duas dinâmicas e um teste presencial de lógica para vaga de Atendimento em uma outra empresa. Marquei todos em sequência pois ficaria na casa de um tio em São Paulo, o que facilitaria em transporte, tempo e dinheiro.

No primeiro dia, uma dinâmica: o feedback foi dado na mesma hora. Adivinhem? Não tinha o perfil da empresa. Voltei para a casa do meu tio decepcionada, pois esse processo era muito importante, já que me possibilitaria ficar o mais próximo possível da minha cidade. Mas tudo bem, prossegui.

No dia seguinte de manhã, o teste de lógica. Novamente, um não! Por 0,5 ponto não cheguei à nota de corte estabelecida por eles (apesar de ainda martelar na minha cabeça a certeza de que a questão que me disseram estar errada estava certa).

Depois disso, achando ter sido enganada e injustiçada, além da tristeza da dinâmica anterior, fiquei meio irritada, e ainda mais desanimada. Mesmo assim, fui à última dinâmica, agendada para a tarde. A situação era péssima. Depois de tudo que tinha passado naqueles dois dias pensei que só poderia me dar mal, afinal estava desanimada e cansada.

Pela primeira vez não estava nervosa, e apesar de ter achado que tinha o perfil da empresa agi com um pouco menos de empenho, imagino que por causa do desânimo. Participei normalmente e saí de lá sem a menor expectativa, esperando que tudo fosse acontecer como sempre e que eu ia receber mais um não. Mas para minha surpresa, algumas semanas depois recebi o e-mail do RH me avisando que havia passado para a etapa de painel... Foi uma grande alegria e uma grande surpresa pois tinha passado na minha primeira dinâmica.

Aquilo foi uma injeção de ânimo para mim. Foi a comprovação de que, sim, eu era capaz, e a negativa não era uma regra na minha vida. Fiz o homework proposto por eles com todo empenho, e fui apresentar. Como já disse antes, não me dou muito bem com apresentações em público, e no painel o nível dos candidatos é muito mais alto que nas dinâmicas. Enfim, após as apresentações mais uma dinâmica em grupo. Ali senti que havia me destacado, mas tudo sempre é uma dúvida em nossas cabeças. Após a avaliação dos gestores e do RH, foram nos comunicar sobre o feedback. Um a um foram sendo chamados e dispensados, para finalmente avisarem aos 6 restantes que haviam sido aprovados. Mais uma realização e mais uma etapa. Estava orgulhosa de mim. No mesmo dia, entrevista individual com os gestores e um teste de lógica. Na entrevista fui muito bem pois os gestores me deixaram muito à vontade. E depois o teste. O cansaço não me deixava mais raciocinar, as figuras se embaralhavam. Mas me esforcei ao máximo.

Uma semana depois uma ligação! Havia passado para a próxima e derradeira etapa. A entrevista com o diretor. A entrevista durou em torno de 30 minutos. Ele foi muito duro e me deixou bem nervosa. Me senti insegura e dei algumas gaguejadas. Saí de lá pensando: "cheguei tão longe para morrer na praia agora. Deveria ter sido mais firme ao falar, me mostrado mais". Mas tinha feito o meu melhor. Desencanei de pensar nisso e não criei muitas expectativas para não me decepcionar depois.

Na manhã do aniversário do meu pai, toca o telefone. Imaginei: mais alguém ligando para dar os parabéns, é claro. De repente ele entra no meu quarto com o telefone na mão e diz: "para você, da empresa". Nossa... fiquei paralisada. Não havia mais etapas, era SIM ou NÃO. Quando atendi ela disse: "Olá Isis, tenho uma boa notícia pra te dar, você passou no processo. Vou te mandar o um e-mail com os documentos necessário para admissão!" ADMISSÃOOO!!! Eu não posso nem descrever a sensação que senti. De realização, de orgulho, de ver que eu era capaz. É maravilhoso.

Me estendi bastaaante no texto, mas no final das contas o que eu queria mostrar é que tudo depende do momento, da empresa, do perfil e de sorte! Não adianta dizer que não, que só depende de nós. Depende também dos outros, de identificação e simpatia dos recrutadores conosco, e sim de MUITA sorte.

Então a dica é não desistir, porque quando menos se esperar, pode sim acontecer. Imagine que eu nunca havia passado nem em dinâmicas e passei em um processo inteiro, direto. Acho que até quando puderem tentar, tentem sim! Às vezes a sua vaga só está esperando você chegar. E claro, continuem procurando empregos "normais". Ser trainee realmente não é tudo. Mas desistir, NUNCA.

Obrigada pela atenção.
Abraços,
Isis."

Nós do "Quem quer ser trainee?" agradecemos a participação da Isis aqui no blog e esperamos que outros leitores nos enviem suas histórias!

* E você, já teve uma experiência parecida? Foi aprovado em um Programa de Trainee? Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(24.08.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

Pessoal, recebemos a continuação do último Compartilhando, da "Maria", e vamos reproduzí-lo na íntegra aqui. Gostaríamos de aproveitar e pedir para que vocês se animem e continuem (ou comecem, para os que ainda não o fizeram) enviando suas experiências em dinâmicas, entrevistas e processos seletivos em geral para nosso email, para publicarmos aqui no blog.

Percebemos pelos comentários e número de acessos que esta é uma seção do "Quem quer ser trainee?" que interessa bastante a todos os candidatos, pois é possível aprender muito com os erros e acertos dos outros. Contamos com a participação de vocês. A equipe do "Quem quer ser trainee?" - e todos os leitores do blog - agradecem!

Agora sim, vamos ao email da "Maria":

"Oi, meninas!

Vim contar para vocês que fim teve aquele processo em que passei na minha 1ª dinâmica de grupo. Primeiramente, já vou avisando que o final não foi feliz: não virei trainee da empresa.

Após as dinâmicas, recebi o link de agendamento para os painéis. Teríamos que realizar uma atividade envolvendo Análise Swot em uma das lojas do grupo e preparar uma apresentação de 5 minutos. Preparar a atividade por si só já foi um grande desafio: não consegui entrar em contato com o gerente da loja e tive que, no meio do processo, mudar o foco do meu trabalho. Porém, no fim, consegui preparar algo interessante.

No painel já percebi a diferença dos candidatos com relação aos das dinâmicas. É bem mais difícil delinear pessoas "fortes", pois todos possuem características muito parecidas no trabalho em grupo, na desenvoltura para falar, etc. Se as pessoas consideram as dinâmicas assustadoras, deve ser porque nunca chegaram a um painel. Apesar disso, continuei com a mesma atitude da dinâmica. Estava muito empolgada com a vaga e, admito, cheia de esperanças, e acho que isso foi um diferencial bem grande. Observei muito as apresentações dos outros candidatos, marcando pontos positivos, e acho que isso também ajudou bastante, pois o trabalho em grupo consistiu exatamente em criar um plano de ação que englobasse ideias de todos. Como fui a única do grupo a fazer isso, acabei liderando bastante a discussão. Porém, pela qualidade dos candidatos, no fim do painel eu achava que não tinha sido aprovada.

O resultado saiu na hora e, para a minha surpresa, passei para a entrevista que seria feita com o RH da empresa e a consultoria no período da tarde! Do grupo de 12 pessoas, 4 foram aprovadas para esta entrevista. Confesso que, depois disso, me senti muito confiante. Para quem nunca tinha sido aprovada em uma etapa de grupo, ter passado em duas no mesmo processo significava, para mim, que eu tinha tudo a ver com a empresa. Além disso, saber que você está entre os 0,5% sortudos dentre os inscritos que chegaram à entrevista com o RH deixa qualquer um feliz, não é?

No período da tarde, fiz a entrevista. Ela correu tranquilamente, com as meninas fazendo perguntas sobre a minha família, sobre minhas atividades profissionais e pessoais, etc. Foi uma conversa tranquila e descontraída, porém saí da sala com a sensação de que, talvez, eu tivesse sido "eu mesma" um pouco em excesso. Não sei. Espantei o pensamento e voltei para casa torcendo para um resultado positivo.

Ele não veio. No dia seguinte, logo pela manhã, recebi o e-mail com a desclassificação. Da mesma forma que chorei quando fui aprovada na minha 1ª dinâmica, chorei por ter sido desclassificada pela 1ª empresa em que tive muita vontade de trabalhar. Não sabia o que havia feito de errado e entrei em contato com o RH, que prontamente me passou um feedback. De acordo com eles, fui muito bem avaliada, entretanto não soube dar exemplos muito fortes de influência e liderança nas minhas experiências. Eles sentiram que essas duas competências ainda não estão bem definidas no meu perfil. Depois deste feedback, tentei repensar a entrevista e percebi que realmente não soube passar estas qualidades para o RH. A partir de agora, tenho anotado situações que possam mostrar essas características e estou treinando para quando precisar falar sobre elas em alguma outra entrevista.

Fico triste de saber que o que faltou foi saber me expressar melhor. A vontade que dá é de entrar em contato com a empresa e pedir uma segunda chance, falar sobre essas experiências para provar que eu sou perfeita para a vaga. É quase desesperador. Entretanto, agora tenho consciência que situações como esta são mais frequentes do que pensamos. São experiências mal explicadas ou um fato esquecido que podem fazer a empresa decidir a favor ou contra a nossa aprovação. É preciso estar sempre preparado, ter "armas" para enfrentar nossos avaliadores.

A verdade é que o percentual de pessoas que são aprovadas em Programas de Trainee é muito pequeno. Mas será que realmente só existem 10 talentos entre 5 mil candidatos (ou até mais, dependendo da empresa)? Eu acho que não. O que realmente faz a diferença no final são os pequenos detalhes."

Nós do "Quem quer ser trainee?" agradecemos a nova participação da "Maria" aqui no blog e esperamos que outros leitores nos enviem suas histórias!

* E você, já chegou até a fase final de um processo e não foi aprovado por um pequeno detalhe? Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(13.07.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

Pessoal, recebemos mais um Compartilhando, agora de uma "Maria", e vamos reproduzí-lo na íntegra aqui. Gostaríamos de aproveitar e pedir para que vocês se animem e continuem (ou comecem, para os que ainda não o fizeram) enviando suas experiências em dinâmicas, entrevistas e processos seletivos em geral para nosso email, para publicarmos aqui no blog.

Percebemos pelos comentários e número de acessos que esta é uma seção do "Quem quer ser trainee?" que interessa bastante a todos os candidatos, pois é possível aprender muito com os erros e acertos dos outros. Contamos com a participação de vocês. A equipe do "Quem quer ser trainee?" - e todos os leitores do blog - agradecem!

Agora sim, vamos ao email da "Maria":


"Oi, meninas!

Queria aproveitar o espaço para contar uma experiência minha bem recente. Já participei de alguns processos de seleção de trainee e estágio e minhas dores-de-cabeça sempre foram as dinâmicas de grupo. Por mais que eu me sentisse qualificada para a vaga, eu nunca conseguia passar para a etapa pós dinâmica.

Recentemente isto mudou. Fui aprovada em uma dinâmica de grupo pela primeira vez na minha vida! Não vou falar a empresa pois o processo ainda está acontecendo, mas queria compartilhar com vocês e os leitores do blog a minha sensação de realização pessoal. Depois de ser desclassificada em vários processos, é normal você perder as esperanças de um dia ser aprovada, não é? Eu sempre pensei que eu não tivesse as qualificações necessárias, que me faltasse algum detalhe essencial, mesmo nas dinâmicas que eu achava ter ido bem.

E eu não sei dizer o que eu fiz de diferente nesta etapa para ser aprovada. Acho que a estrutura do programa foi um estimulante muito grande, mas a filosofia da empresa foi fundamental para eu me empenhar muito. Acredito que foi a 1ª empresa em que eu pensei: "Cara, eu quero MUITO trabalhar aqui! Acho que é a vaga perfeita!". Eu procurei ser eu mesma, mas penso que a empolgação com a vaga foi essencial.

Durante a apresentação da empresa não fiz nenhuma pergunta e pensei que isso podia ser mal visto. Na apresentação pessoal me senti mais segura, mas o 1º trabalho em grupo me fez perder um pouco as esperanças: não consegui aparecer muito e minhas ideias não foram tão aproveitadas. Mas decidi fazer uma apresentação bacana e acho que fui bem. Na 2ª atividade tentei me impôr um pouco mais e percebi que o grupo seguiu a minha linha de raciocínio durante toda a discussão. Mas foi na 3ª atividade que eu senti que poderia ser aprovada: o grupo trabalhou muito bem e o sucesso do trabalho se deu especialmente pela junção de todas as ideias do grupo. Foi um trabalho em equipe, ao meu ver, quase impecável. E eu e um dos meus colegas acabamos tendo uma liderança quase natural.

Alguns dias depois veio o e-mail de aprovação! Eu confesso que chorei, pois é muito gratificante perceber que realmente existe uma empresa que te enxerga como um potencial e cuja filosofia tem tudo a ver com você. Acho que a lição dessa experiência para todos é que não vale a pena desistir depois de muitos fracassos. Vale a pena continuar tentando pois, quando for a empresa certa, a aprovação vem naturalmente. E a felicidade é muito maior do que a de quem passa na 1ª dinâmica que faz na vida, pode apostar!

O processo ainda não terminou e não sei se vou virar trainee desta empresa, mas a aprovação nesta dinâmica de grupo me deu um gás muito grande para continuar tentando e acreditando no meu potencial! Agora, só resta esperar!

Um beijo e parabéns pelo blog e por esse espaço fantástico que vocês disponibilizam para nós!"

Nós do "Quem quer ser trainee?" agradecemos a participação da "Maria" aqui no blog e esperamos que outros leitores nos enviem suas histórias!

* E você, que sensação teve quando foi aprovado na sua 1ª dinâmica de grupo? Comente! Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(29.06.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

Pessoal, recentemente recebemos mais um Compartilhando de um "João" e vamos reproduzí-lo na íntegra aqui. Gostaríamos de aproveitar e pedir para que vocês se animem e continuem (ou comecem, para os que ainda não o fizeram) enviando suas experiências em dinâmicas, entrevistas e processos seletivos em geral para nosso email, para publicarmos no blog.

Percebemos pelos comentários e número de acessos que esta é uma seção do "Quem quer ser trainee?" que interessa bastante a todos os candidatos, pois é possível aprender muito com os erros e acertos dos outros. Contamos com a participação de vocês. A equipe do "Quem quer ser trainee?" - e todos os leitores do blog - agradecem!

Agora sim, vamos ao email do "João":

"Olá! Achei interessante ter exemplos de entrevistas e “causos” de pessoas e áreas diferentes. Eu encontro muitos relatos de pessoas da área de comunicação, mas sou da área de exatas, mais precisamente Engenharia.

Na busca por estágio fiz muitas dinâmicas e entrevistas, mas a que contarei foi uma das primeiras e, mesmo não conseguindo a vaga, aprendi muito sobre os processos e sobre mim mesmo. Sou do interior de São Paulo e fui pra Santa Catarina fazer uma dinâmica em uma empresa grande.

Pouca coisa foi divulgada e eu não sabia muito como o processo iria ocorrer. Pelo pouco que eu conhecia deveria haver uma dinâmica, um painel e uma entrevista com um gestor, mas eu não poderia ir três vezes para SC. Como a empresa pagaria a viagem e hospedagem para a dinâmica, resolvi ir.

Ao entrar, me deparei com 35 gestores e 70 candidatos. Ou seja, a concorrência estava dois pra um. Depois da dinâmica já viria a entrevista com os gestores e a resposta final, tudo isto ali mesmo! Animei-me! Depois da apresentação dos gestores (das áreas) e da empresa, começamos, nós candidatos, a nos apresentarmos.

Um problema começou aí: 1 minuto e meio para cada candidato! Imagine, eu tinha, e ainda tenho, confiança no meu currículo, mas ninguém me conhece! Como passar minhas experiências neste tempo? Muitos candidatos levaram chamada da mediadora, pois o tempo havia se excedido. Quando chegou a minha vez, me chamaram falando meu nome errado. Eu odeio isto, mas transpareci muito, ao me levantar e gritar meu nome corretamente (descuidei-me). Por causa do pouco tempo, resolvi entregar um currículo para cada gestor! Mas com isto perdi tempo e a mediadora ficou brava comigo porque disse que isto não podia! Bom.. Eu já tinha enfiado o pé na jaca mesmo, fiz o que pude em meio minuto. Fiquei com raiva porque me esqueci de citar o intercâmbio que fiz, e um outro candidato citou um intercâmbio bem mais simples e chamou MUITO a atenção.

Depois do almoço seria o CASE. Eu teria que me superar se quisesse algo ali. Tanto que trabalhei muito! Fizemos tudo certinho, em equipe e até dividimos o que cada um falaria. Só que como eu estava por dentro de tudo, fiquei para fazer o fechamento. Quem disse que deu tempo? Seria 5 minutos para cada grupo apresentar sua idéia. Mas eu não tive tempo! Logo eu que precisava mostrar serviço! Ah.. quando ouvi a mediadora falando do fim do tempo eu fiquei muito bravo e acho até que saí da linha, pois respondi grosseiramente que era pra ela esperar mais um pouco. Ela ficou transtornada e levantou-se dizendo que aquela apresentação já havia terminado. Eu não sei o que me deu, eu acho que entrei com um pouco de prepotência na dinâmica e saí de mãos abanando.

Então, como aprendizado ficou: humildade nunca é demais, respeito e ética com todos, preparar-se para falar os tópicos mais importantes sobre si e, por último, não menos importante, nunca seja a favor de dividir as falas na apresentação da solução do Case. Se não tiver saída, não seja último a falar!

Hoje estagio em uma empresa grande do interior de SP e estou buscando uma vaga de trainee!"

Nós do "Quem quer ser trainee?" agradecemos a participação do "João" aqui no blog e esperamos que outros leitores nos enviem suas histórias!

* E você, já passou por uma situação em que houve um excesso da sua parte e, por conta disso, acredita ter sido reprovado? Comente! Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(15.06.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

Pessoal, semana passada recebemos um Compartilhando de um "João" e vamos reproduzí-lo na íntegra aqui. Gostaríamos de aproveitar e pedir para que vocês se animem e continuem (ou comecem, para os que ainda não o fizeram) enviando suas experiências em dinâmicas, entrevistas e processos seletivos em geral para nosso email, para publicarmos no blog. Percebemos pelos comentários e número de acessos que esta é uma seção do "Quem quer ser trainee?" que interessa bastante a todos os candidatos, pois é possível aprender muito com os erros e acertos dos outros.

Mas para que possamos ter conteúdo para continuar publicando textos no Compartilhando, precisamos da ajuda de vocês. Nós já publicamos algumas histórias nossas, mas achamos mais interessante divulgar experiências de outras pessoas, de outras áreas, em outras empresas. Não precisa ser um texto muito elaborado, ou alguma história muito surpreendente. Nesta seção, tudo é válido. Tudo é aprendizado.

Contamos com a participação de vocês. A equipe do "Quem quer ser trainee?" - e todos os leitores do blog - agradecem!

Agora sim, vamos ao email do "João":

"Oi, gurias. Vim aqui contar uma experiência que tive em uma entrevista de emprego. Não foi para um processo de trainee, foi para emprego mesmo, mas acho que é interessante mesmo assim.

Eu era estagiário em uma empresa e fui fazer uma entrevista para ser efetivo em outra. Tinha estudado tudo que podia sobre a empresa, alguns detalhes que achei no site, como missão, visão e valores (acho que sempre vale a pena dar uma olhada nisso, pra ter uma idéia de como é a organização e o que ela espera dos funcionários, né?). Como a empresa era bem grande, achei que seria uma dinâmica, sei lá. Mas não. Era entrevista one-on-one mesmo, eu e o cara, um gestor super importante.

Eu resolvi contar sobre essa entrevista porque ela foi completamente diferente do que eu imaginava, e de todas as outras que eu já fiz. O começo foi bem parecido. "Conte um pouco sobre você", "comente suas experiências anteriores", "quais são suas principais qualidades e defeitos", aquele papo de sempre. Só que acho que o cara gostou das minhas características e do meu currículo, mas não acreditou muito em mim, devido a minha aparência jovem, pouca experiência, etc. E aí começou a parte diferente.

"Eu tenho um filho da sua idade, mas jamais o colocaria nessa vaga. Por que eu deveria colocar você?", "Você sabe trabalhar sob pressão?", "Como você se sentiria tendo que cobrar semanalmente pessoas que tem mais tempo de empresa do que você tem de vida?", "Por que eu devo confiar esse cargo importante a um jovem de 22 anos, sendo que tenho outros candidatos mais velhos e mais experientes concorrendo?". E essas foram só algumas das perguntas que ele me fez.

Estou contando essa história por dois motivos... O primeiro é pra dizer que às vezes não adianta se preparar. Eu fiz toda a "lição de casa" sobre a empresa, sobre os funcionários, sobre os valores e, ainda assim, não estava esperando uma entrevista como essa. E o segundo motivo é para dizer que todos os candidatos devem aprender a improvisar. Dá até pra dizer que devem se preparar para o improviso. Eu sei que isso é praticamente um paradoxo, mas acho que é possível. Se preparar emocionalmente para momentos inesperados e preparar respostas para perguntas fora do comum. Preparar a cabeça para momentos como esse, nos quais precisamos nos provar para alguém, para conseguir uma boa oportunidade.

No fim das contas, me virei bem na situação e consegui o emprego. E estou feliz da vida!

Apesar de não ser especificamente sobre um processo de trainee, acho que dá pra aplicar principalmente para as entrevistas finais, não é mesmo? Espero que seja útil pra alguém. Beijo pra todas."

Nós do "Quem quer ser trainee?" agradecemos a participação do "João" aqui no blog e esperamos que outros leitores nos enviem suas histórias!

* E você, já passou por uma entrevista diferente de todas as outras que tenha feito? Sentiu-se cobrado e pressionado para mostrar seu potencial e convencer seu entrevistador? Comente! Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(27.04.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

No final de 2009, começou a seleção do Programa de Trainees TIM 2010. Foi um processo tardio, e o João se inscreveu principalmente porque algumas vagas eram destinadas à sua cidade.

Após passar pela triagem de currículos e os testes online, João foi convocado para a dinâmica de grupos. Os candidatos haviam escolhido, no momento da inscrição, a cidade em que gostariam de trabalhar, e após o filtro inicial apenas 45 pessoas concorriam a 6 vagas na cidade de João. Não era uma concorrênca muito grande, mas o plano de carreira apresentado pela empresa era ótimo e as perspectivas de crescimento também.

Durante a dinâmica, o João se sentiu confortável com o grupo, e as atividades foram bem lúdicas, incluindo a criação de um jingle que foi cantado pelo grupo. Mas o João não soube avaliar se tinha ido bem o suficiente para passar para a próxima etapa, pois os candidatos eram, em sua opinião, muito qualificados.

Com uma certa surpresa, ele recebeu o email de aprovação na dinâmica, e foi orientado a aguardar uma entrevista em inglês por telefone. Já que tinha passado pela dinâmica, João resolveu se dedicar a esse processo e fazer o possível para passar. Aproveitou os dois dias de espera pela entrevista para praticar um pouco o inglês e relembrar alguns termos importantes relacionados a negócios e mercado de trabalho. A entrevista foi tranquila, e em seguida ele foi aprovado para o Painel de Negócios com os gestores da TIM.

Para o painel, João também se preparou: leu notícias recentes sobre a empresa e o mercado de telecomunicações e pesquisou sobre os concorrentes da TIM. Durante o painel pensou que poderia ter um desempenho melhor e que poderia ter participado mais ativamente na discussão em grupo. No entanto, percebeu um sinal de aprovação ao responder a uma pergunta de um dos gestores durante a apresentação do case e ficou com esperança de ser aprovado para a próxima e última etapa, a entrevista final.

João foi aprovado no painel e a entrevista final foi marcada. Pelos seus cálculos, provavelmente estava concorrendo à vaga com mais 2 ou 3 pessoas, já que o número inicial de candidatos era pequeno. E esse pensamento fez com que ele se sentisse confiante de que poderia ser aprovado. E em meio à empolgação, deixou de pesquisar sobre como eram as entrevistas finais de trainees (essa era sua primeira) e quais seriam as prováveis perguntas. Leu apenas na comunidade Trainee Brasil, do Orkut, os comentários de outros candidatos de que era uma situação tranquila, quase um bate-papo.

Na hora da entrevista, João começou bem, explicando ao Gerente de RH e ao gestor da área de Call Center suas experiências anteriores e expectativas. Um deles perguntou se ele tinha morado algum tempo em outro país ou estudado fora, e ao responder que não, João percebeu um sinal de desaprovação no rosto dos gestores, e sua autoconfiança foi abalada. Esse fato, de não ter morado no exterior, não tinha sido um empecilho para sua aprovação em nenhuma das outras etapas, e ele não imaginou que teria importância na entrevista final. Ficou nervoso e não respondeu às perguntas seguintes tão bem quanto poderia, e na hora já sentiu que não seria aprovado.

O João não virou trainee da TIM, mas a experiência valeu. Às vezes, você participa de um processo sem muitas expectativas e, ao conhecer o programa e a empresa, ele passa a ser sua principal opção. Às vezes, por um pequeno detalhe você é desclassificado, mesmo acreditando que seria um bom trainee para a empresa, e que esse detalhe não faria diferença no seu desempenho. Mas a maior lição é a de que vale a pena se preparar. Se você se identifica com a empresa, gaste algum tempo para conhecê-la melhor antes de ir para qualquer etapa da seleção.

* E você, já teve sua confiança abalada por uma pergunta ou reação de um recrutador? Já chegou à entrevista final e não passou? Comente! Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(20.04.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

No post de hoje contaremos a história da Maria, que recentemente participou do Programa de Trainees da Coca-Cola FEMSA.

Após a inscrição, Maria recebeu as provas online do processo. Entretanto, assim que terminou, considerou-se desclassificada por ter tido dificuldades na prova de Raciocínio Lógico. Porém, Maria já havia passado por outros processos em que havia sido aprovada mesmo não tendo esperanças, então preferiu aguardar antes de desistir completamente.

Ao ser convocada para o Assessment Center (etapa em que os candidatos foram até sedes da FEMSA para responder um questionário aplicado mundialmente pela empresa), Maria ficou muito feliz e passou a criar grandes expectativas. Logo, enfim, veio a convocação para as dinâmicas de grupo.

A participação de Maria nesta etapa foi considerada, por ela, muito positiva. Foi elogiada por alguns colegas após sua apresentação pessoal e sentiu uma aprovação da responsável pelo RH da empresa que estava aplicando as dinâmicas. Na opinião de Maria, o grupo era muito bom, com pessoas muito qualificadas. Apesar de se sentir um pouco temerosa pela qualidade dos candidatos, Maria despediu-se dos outros aquele dia se sentindo muito confiante.

A aprovação não veio. Maria ainda está no aguardo de um feedback da empresa, mas as convocações para o painel já foram enviadas, portanto ela considera-se desclassificada. O mais difícil para Maria, entretanto, tem sido buscar a compreensão dos motivos que levaram à sua não-convocação.

Essa é uma situação comum aos candidatos de trainee: considerarem-se fortes candidatos e darem suas aprovações como praticamente certas. E essa autoconfiança, especialmente quando em excesso (e a Geração Y é a geração mais autoconfiante que já existiu), é o principal dificultador para o alcance da resiliência dos jovens. O fracasso em uma situação dada como garantida torna o "levantar a poeira e dar a volta por cima" um processo longo em que nos fazemos questionamentos aos quais, nem sempre, encontramos respostas.

Maria acredita ter encontrado algumas das razões pela qual não foi classificada. Entretanto, acredita que um dos principais motivos foi a falta de compatibilidade com o perfil da empresa. Ao tomar conhecimento dos candidatos que foram aprovados de sua dinâmica, reconheceu que não trabalharia em harmonia com aquelas pessoas, portanto a empresa não era o lugar certo para ela. Faltou-lhe um pouco mais de iniciativa e, quem sabe, maior tolerância durante o trabalho em grupo; mas, principalmente, faltou-lhe o sangue FEMSA correndo em suas veias.

* E você? Já passou por alguma situação parecida, em que acreditava que seria aprovado e não foi? Como lidou com a situação, teve facilidade em recuperar a autoconfiança? Comente! Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(13.04.10)

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O João comenta hoje a sua participação no processo seletivo da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

Ano passado foi a estreia da FIEP em processos de seleção para trainee. O projeto existia já há algum tempo, mas não havia sido colocado em prática até então. Diferente da maioria das empresas, eles não contrataram o serviço de uma consultoria e arriscaram organizar todas as etapas.

Para uma primeira vez, o processo foi extremamente organizado: inscrições, provas on-line, dinâmica de grupo, painel de negócios, questionário pessoal (com perguntas sobre preferências e características dos candidatos) e entrevista final. Sempre com um prazo determinado para divulgação dos resultados.

A dinâmica de grupo foi mais uma apresentação, tanto da empresa quanto dos candidatos. O João não havia criado muitas expectativas. Muita gente boa participava do processo, a maioria com pós-graduação; e ele recém-formado. Mas a convocação para o painel veio, dentro do prazo previsto e anunciado.

No painel foi bem diferente: o João se destacou bastante no grupo e foi elogiado por toda a equipe. Não demorou muito e veio a aprovação para a etapa seguinte.

Questionário preenchido; convocação para a entrevista final. Quanto mais avançavam as etapas, mais o João ficava confiante. Chegou o dia da entrevista e lá foi o João, animado e cheio de esperança. Para seu azar, o gestor da sua área não pôde comparecer na sua entrevista, restando a ele ser entrevistado apenas pela moça do RH.

Prazo para a divulgação do resultado estourado e nada! Um email no final da tarde avisava que a resposta seria adiada por alguns dias. Mais uma semana e nada. Os candidatos começaram a ligar na FIEP para perguntar da aprovação e, coincidentemente, todos receberam uma resposta negativa, inclusive o João. Foi quando descobriram que os selecionados já estavam com exame médico agendado.

A decepção do João foi evidente. Depois de mais de um mês de processo, ele não havia recebido sequer um “muito obrigado”. Sem feedback, sem resposta, sem novas expectativas... algum tempo depois eis que aparece na caixa de emails do João: “Agradecemos a sua participação mas infelizmente você não foi selecionado”.

Disso fica o questionamento: por que as empresas esperam tanto tempo para dar o feedback para os candidatos não aprovados?

E você, já passou pela mesma situação do João? Demorou mais que o previsto para receber uma resposta? Comente e conte sua história!

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(06.04.10)

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A experiência desta Maria não é sobre uma dinâmica específica. Na verdade, é exatamente o contrário.

Ano passado, a Maria se inscreveu em muitos processos de trainee, sem se importar com o perfil das empresas escolhidas. Fez todas as provas online e, assim que começou a ser chamada para as dinâmicas, resolveu então fazer uma pesquisa sobre as empresas para as quais havia se inscrito. Aí descobriu perfis organizacionais que considerou incompatíveis com o seu, alguns por serem muito agressivos, outros por serem pessoais demais, entre outras características. Então a Maria resolveu não ir em algumas destas dinâmicas. Afinal, pensou "O que é que eu vou fazer lá? Com que vontade vou participar dessa dinâmica se não quero entrar para essa empresa?", e acabou desistindo de algumas.

Hoje, a Maria se arrepende. Por vários motivos. O primeiro deles é por ter perdido a oportunidade de "treinar". Ela poderia ter praticado mais vezes sua apresentação pessoal, sua participação na resolução de cases, nas entrevistas em inglês, etc. Poderia ter usado essa oportunidade para arriscar e errar (pois não queria entrar naquela empresa) para aperfeiçoar sua participação para as dinâmicas que realmente lhe interessavam. Além disso, também percebe hoje que esse pré-julgamento é um pouco infundado. Existem inúmeros depoimentos de pessoas que vão nas dinâmicas esperando encontrar um perfil da empresa, e encontram outro, se surpreendendo. Isso pode ser negativo, claro, mas também pode ser muito positivo. Pode ser que a empresa tenha mudado seu posicionamento, ou esteja buscando outro perfil para sua equipe de trainees. Também pode ser que a impressão que alguns tiveram em uma dinâmica não seja a mesma que você terá na sua. Neste ano, a Maria vai escolher melhor as empresas nas quais vai se inscrever, mas não vai abandonar as dinâmicas e outras etapas presenciais por pré-julgamentos e primeiras impressões.

E você? Já deixou de ir em alguma dinâmica por ter ouvido algum comentário sobre a empresa? Ou vai em todas as etapas possíveis? Comente!

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(30.03.10)

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No final de 2008, João participou de sua primeira dinâmica de grupo em um processo de trainees. Ele já tinha participado de dinâmicas para estágio, mas imaginou que, pelo perfil dos candidatos procurados em programas de trainee, desta vez seria um pouco mais complicado e diferente. A empresa era a ALL (América Latina Logística), e as dinâmicas aconteceram depois de uma etapa de triagem e testes online.

João chegou ao local se sentindo nervoso, mas encontrou um colega de faculdade no mesmo grupo de dinâmicas e aproveitou para conversar um pouco e relaxar. Logo a representante da consultoria iniciou a etapa, primeiro com uma apresentação da empresa e em seguida orientando os candidatos a montarem suas apresentações pessoais.

João ficou impressionado com a qualidade dos candidatos. Como era seu primeiro processo, ele não estava acostumado às exigências e pré-requisitos que as seleções de trainee envolvem. Mas fez sua apresentação de forma direta e completa, e se sentiu confortável.

Em seguida, chegou a hora da discussão em grupos. O case envolvia a instalação de uma empresa em uma cidade pequena, e um dos grupos deveria defender o projeto, e o outro atacá-lo. João ficou no grupo de defesa, e procurou mostrar seu ponto de vista e participar da discussão de forma ativa. Enquanto a discussão aconteceu entre seu grupo, tudo estava indo bem...

Após alguns minutos, foi o momento de as duas equipes se confrontarem, apresentando seus argumentos a favor ou contra o projeto, e tentar buscar um acordo. Com o passar do tempo, algumas pessoas começaram a se exaltar, falar cada vez mais alto e levantar da cadeira para discutir, enquanto as outras continuaram sentadas, vendo a discussão acontecer. O João achou que alguma coisa estava errada, pois cerca de 6 pessoas estavam ali, falando sobre o projeto quase aos gritos, mostrando um comportamento mal educado e desrespeitoso, e nem a representante da consultoria, nem o responsável pelo RH da ALL faziam nada para organizar a confusão.

Algumas pessoas levantaram o braço, tentando conseguir um espaço para participar da conversa, mas foram ignoradas. Depois de um tempo, o RH da empresa falou "pessoal, vamos dar espaço pra quem está pedindo a vez", e uma menina conseguiu opinar, mas logo todos voltaram a falar ao mesmo tempo. O impulso que o João sentiu era de levantar e sair, porque ele só conseguia pensar: "É em um ambiente assim que eu trabalhar? O que eu estou fazendo aqui?".

Ele não foi embora, esperou até que o tempo da discussão terminasse e a dinâmica fosse encerrada, mas saiu um pouco desiludido de lá, pensando que talvez não pudesse ser um trainee. Com o tempo, ele descobriu que cada empresa tem um perfil e que a ALL, assim como outras, é uma empresa bastante competitiva e agressiva, e que são pessoas assim que eles buscam. Para essas empresas, ele pode não ter o perfil, mas com certeza existem outras em que ele pode se encaixar perfeitamente, é só saber buscar.

* E você, já participou de uma dinâmica com esse perfil mais agressivo? O João não gostou muito... e vocês, o que acharam? Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(23.03.10)

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João, um recém formado e aspirante a trainee, participou de poucos processos seletivos em 2009, pois estava trabalhando e não queria atrapalhar suas tarefas na empresa com possíveis convocações em etapas presenciais. Por conta disso, escolheu apenas algumas empresas para se inscrever, e uma delas era a Nestlé. Durante o ano, a Nestlé tornou-se, juntamente com a Unilever, uma das "queridinhas" de João. Após os testes online, João ficou surpreso com sua convocação para as dinâmicas pois considerava que seu aproveitamento nas provas havia sido muito abaixo do esperado. Porém, como a empresa era uma de suas preferidas, animou-se e encheu-se de expectativas para a etapa presencial.

João preparou-se de forma satisfatória, buscou informações na Internet e considerava-se um candidato com princípios e valores compatíveis com a Nestlé.

João abriu o jogo com seu chefe e conseguiu um dia de folga na empresa em que trabalhava. No dia da dinâmica, viajou para Sâo Paulo. Ele pegaria um vôo que partia de sua cidade às 6h20 da manhã, com previsão de chegada por volta das 7h20 - o que lhe daria tempo suficiente para localizar-se e chegar no local da dinâmica com folga. Entretanto, um problema no avião causou um atraso de cerca de 1 hora. Quando embarcou, porém, o horário ainda lhe daria tempo para chegar - com sorte - pontualmente para participar da etapa.

Chovia em São Paulo. Naquele dia, nenhum avião pousou em Cumbica, Guarulhos ou até mesmo em Viracopos (Campinas) por cerca de 1 hora. O avião de João sobrevoou a cidade que estava embaixo de um forte temporal e, por fim, às 9h (horário de início da dinâmica de João), o piloto informou que o vôo fora desviado para o Rio de Janeiro.

No Rio de Janeiro, João conseguiu um vôo para São Paulo somente próximo ao horário de almoço. Após atravessar a cidade de um aeroporto a outro, ele pousou em São Paulo somente às 13h30. O vôo de volta para casa partia às 19h, fato que deu tempo à João para entrar em contato com a consultoria e tentar reagendar sua dinâmica para o dia seguinte. Nas três a quatro horas seguintes, João ligou para a consultoria de tempo em tempo atrás de uma posição, conversou com seu chefe sobre a situação e o desejo de participar do processo e, por fim, conseguiu uma vaga na dinâmica do dia seguinte. Depois de conseguir outro dia de folga com seu chefe e remarcar a passagem, foi em busca de um hotel para passar a noite.

João participou da dinâmica mas acabou não sendo aprovado para a próxima fase. Entretanto, ele não se arrepende das escolhas que fez naquela ocasião. Muitos candidatos poderiam considerar o esforço feito por ele como "perda de tempo", mas João acredita que a experiência (e seu resultado) lhe ensinou um pouco sobre resiliência, força de vontade e os sacrifícios que às vezes temos que fazer em busca de nossos objetivos.

João está atualmente desempregado, por escolha própria. Decidiu ir em busca de seu sonho: tornar-se trainee. E ele acredita que uma de suas melhores qualidades é exatamente essa: a coragem para sacrificar algumas coisas em busca de um objetivo muito maior e, em sua opinião, muito melhor.

* E você, já teve que sacrificar algo na busca por uma vaga de trainee? Passou por situações que foram consideradas "perda de tempo" por você ou por outras pessoas? Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(16.03.10)

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No ano passado, Maria se inscreveu em vários processos de trainees. Algumas empresas eram grandes multinacionais conhecidas, outras eram empresas menores, e havia ainda aquelas que a Maria nem sabia exatamente o que faziam, mas abriram processos de trainees e ela se inscreveu.

A Whirlpool-Embraco estava, em parte, neste terceiro grupo. Claro, a Embraco é tradicional no ramo de refrigeradores, mas esta era toda a informação que a Maria tinha. Ela não sabia qual a ligação entre a Whirlpool e a Embraco (pois os processos foram conduzidos separadamente para cada empresa), não conhecia a história, valores ou estilo das empresas.

Após passar pela triagem de currículos e testes online, Maria foi convocada para as dinâmicas de grupo da Whirlpool, em Joinville (SC), onde fica a sede da empresa, e onde os trainees aprovados iriam trabalhar. Como não é uma cidade muito distante da sua e a Maria poderia ir de ônibus até lá sem grandes despesas, decidiu arriscar e investir nesse processo.

A dinâmica começou com a apresentação da consultoria responsável pelo processo, da empresa e estrutura do programa de trainees. A Maria, nessa hora, começou a ficar um pouco decepcionada. O programa era ótimo, mas muito focado nas áreas de exatas e projetos de tecnologia e engenharia, e a área da Maria era humanas. Mas como ela tinha sido aprovada nas fases anteriores, e havia mais candidatos de humanas presentes, resolveu esperar e torcer para vagas na sua área.

O vídeo institucional também a deixou um pouco desapontada. Em nenhum momento foi citada a área de interesse dela. O vídeo falava sobre a estrutura da empresa, um pouco sobre responsabilidade social, mas nada específico sobre a área a que ela estava concorrendo.

Após uma apresentação pessoal dos candidatos e um rápido coffee-break, houve a discussão e apresentação de um case em grupos. Por ter perdido um pouco do interesse na empresa, a Maria não participou tão bem quanto poderia. Mas pôde prestar atenção aos outros candidatos e viu ali um grupo muito bom. Vários demonstravam liderança, inteligência, pensamento rápido e foco em resultados.

Depois de encerrada essa etapa, foi solicitado que todos aguardassem até que os avaliadores discutissem seus pontos de vista, e os feedbacks seriam dados ali mesmo. A espera foi grande, quase uma hora... alguns tiveram que cancelar passagens de ônibus ou tentar trocar os horários por telefone. E quando as respostas saíram, apenas dois candidatos foram aprovados, de uma turma de quase 30 pessoas. Foi visível a decepção da maioria, pois os feedbacks foram vagos: "você não conseguiu mostrar quem é", "faltou se destacar mais no grupo", "poderia ter mostrado mais sua personalidade". Todos ouviram mais ou menos a mesma coisa, com palavras diferentes.

A Maria não sentiu muito por essa "bota", já que a empresa não era o que ela esperava. Mas o desgaste poderia ter sido evitado, caso ela tivesse se informado melhor antes de decidir ir à dinâmica. Os processos de trainee envolvem muitos fatores - tempo, dinheiro, dedicação, preparação emocional - então é importante saber (de preferência antes de se inscrever) o que a empresa faz, quais seus valores, como ela trata seus funcionários, qual é o seu foco de negócios e como funciona o seu programa de trainees.

A Maria poderia ter deixado de ir nessa dinâmica, mas valeu como uma experiência e um aprendizado: a importância de selecionar empresas que combinam com o seu perfil pessoal.

Se você também pensa assim, não deixe de ler os perfis que são publicados junto com as informações sobre cada processo seletivo aqui no "Quem quer ser trainee?". E claro, entre no site da empresa, pesquise, leia notícias sobre ela e, caso conheça funcionários dela, é sempre bom perguntar como é o clima e o ambiente de trabalho.

* Agora, queremos que você participe: você pesquisa sobre as empresas antes de se inscrever? Ou já se decepcionou ao participar de uma dinâmica, como aconteceu com a Maria? Se quiser que a sua experiência também apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um email: quemquersertrainee@gmail.com.

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(02.03.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências serão relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Portanto, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

Hoje é a vez do João compartilhar uma de suas experiências em processos seletivos, e ele escolheu contar um pouco sobre o processo d'O Boticário.

Assim como todos possuem suas "queridinhas" (empresas que, dentre tantas que oferecem processos de trainee, se destacam na preferência de cada um), pode-se dizer, sem dúvida, que O Boticário era a principal "queridinha" do João (deste João, pelo menos).

Após passar na triagem dos currículos e nas provas on-line, foi chamado para a primeira dinâmica. Logo no início, foram apresentados os valores d'O Boticário e as avaliadoras deixaram claro que a dinâmica seria bastante tranquila. Isso deixou João mais calmo, pois, apesar de se considerar um bom líder, o comportamento agressivo e exageradamente competitivo em dinâmicas não é uma de suas características.


A primeira atividade foi uma apresentação pessoal, que não deveria passar de 5 minutos, tentando abordar o seu passado, presente e futuro nos quesitos pessoal e profissional. João já havia praticado em casa o que diria caso houvesse uma apresentação deste tipo, mas utilizou o tempo fornecido para estruturar melhor suas ideias dentro do que foi solicitado.

Quando foram solicitados voluntários, João esperou um pouco para se apresentar. Quando o fez, tentou ser objetivo e não ultrapassar o tempo estipulado, sem esquecer de comentar as características e fatos importantes que havia preparado. Achou que se saiu bem, pois as avaliadoras se interessaram e lhe fizeram perguntas sobre o que havia dito. Depois, um breve case foi entregue para que, em grupos, fossem apresentadas soluções. Essa parte da dinâmica foi tranquila, João e os membros do seu grupo fluíram bem e apresentaram uma boa solução ao problema. Por fim, uma redação individual foi solicitada, em letras de forma (o que acaba tomando parte do tempo), sobre um tema bastante atual.

Alguns dias depois, chegou o esperado email de convocação para o Painel, que seria realizado na própria sede da empresa em São José dos Pinhais (PR). João, que ingressou nos processos de trainee pela primeira vez naquele ano, nunca havia participado de um painel. Leu o que pôde sobre essas etapas na internet, mas não se sentia muito bem preparado.

Chegando lá, apenas uma das avaliadoras estava novamente presente, acompanhada pelos quatro gestores da área escolhida por João. Após uma atividade quebra-gelo, para sua surpresa, foi pedido novamente uma apresentação pessoal de cada candidato. Como João achou que isso não seria pedido no Painel, acabou não se preparando como fez para a etapa anterior. Quando a avaliadora pediu volutários, houve um silêncio constrangedor. Os candidatos trocaram olhares, mas ninguém se ofereceu. Talvez por já estar um pouco nervoso, talvez por se sentir incomodado com aquele silêncio, João se ofereceu. Isso normalmente é bem-visto, não é mesmo? Tomar a iniciativa é algo bom. Mas João não estava muito bem preparado. Falou bem, mas faltou conteúdo. Assim que se sentou, sentiu que não passaria para a próxima fase. E assim que os outros candidatos foram falando, foi percebendo quanta coisa deixou de falar, de enfatizar. Mas resolveu não desistir. Levantou a cabeça para a próxima etapa do Painel, um case bem extenso sobre uma nova linha de produtos. Os candidatos foram divididos em dois grupos. Ao começar a conversar com seus colegas de equipe, viu que as ideias não batiam. João acreditava que a direção que o grupo estava tomando para o case era equivocada. Falou sua opinião uma vez, mas não foi acatada. E João não se fez ouvir, um erro gravíssimo. Aceitou a ideia apresentada e fez sua parte, continuando a ajudar a equipe. Quando a solução criada para o case foi apresentada, os gestores da área contestaram erros grandes no projeto. Exatamente os mesmos apontados por João anteriormente. Os membros da equipe olharam para ele levemente constrangidos, mas deram aos gestores a mesma justificativa dada anteriormente a João. Passou por sua cabeça comentar que tinha contestado as mesmas coisas mas que foi ignorado, porém achou que seria anti-ético e que poderia parecer que não sabia trabalhar em equipe, o que não era verdade. Saiu dali triste, cabisbaixo, já prevendo o email de rejeição que recebeu na semana seguinte.

A lição? Não é apenas uma, são várias. Não deixar que a confiança de ter ido bem em alguma etapa do processo seja tão grande a ponto de acreditar que uma boa preparação para a próxima seja desnecessária. Pesquisar o máximo possível sobre a empresa e os gestores da sua área de interesse. Quando estiver trabalhando em equipe nas dinâmicas, se tiver certeza de alguma coisa, se fazer ouvir, mesmo que seja contestado depois, ou que tenha que adaptar suas ideias. E sempre estar em processo de auto-avaliação, se lembrando constantemente de características positivas, situações profissionais, situações pessoais e outros fatores que podem vir a calhar em qualquer etapa de um processo seletivo.

Estar sempre preparado talvez seja a diferença entre o candidato escolhido e o dispensado.

* A seção Compartilhando pode ficar muito mais completa se você nos ajudar a construí-la! Situações engraçadas, de aprendizado ou que possam ajudar nos processos futuros são muito benvindas. Trocando ideias e compartilhando experiências podemos corrigir erros ou simplesmente dar boas risadas! Envie sua história para quemquersertrainee@gmail.com e faça parte desse projeto.

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(23.02.10)

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A seção Compartilhando do “Quem quer ser trainee?” começa contando a história enviada pela nossa colega Maria. Após participar de vários processos de trainee, ela resolveu nos contar como foi uma dessas experiências...

O Programa Próximos Líderes, da Natura, no ano passado, buscou inovar nas atividades dos processos de trainee. Após algumas fases de interação on-line entre os candidatos, houve a convocação para a etapa presencial, em grupo, que aconteceria em todas as regiões do país.

A proposta era criar um projeto social a ser aplicado pelas consultoras Natura mas que não visasse aumento de vendas nem lucro para a empresa. Criado o projeto, nossa colega Maria pegou o avião e aterrisou em Porto Alegre para as dinâmicas.

Após uma breve apresentação da empresa, pediram que cada candidato apresentasse suas principais qualidades e características em 5 minutos! Todos devidamente apresentados, partiram então para o debate em grupo. Os dez candidatos foram divididos em dois grupos e tinham como missão escolher o melhor projeto e montar um plano de ação estratégica para ele.

Tão logo a equipe se reuniu, Maria já apanhou papel e caneta e foi organizando as idéias, prestando atenção a cada detalhe e anotando todas as dúvidas que porventura pudessem aparecer. Idéias organizadas, dúvidas sanadas, tarefas distribuídas, o projeto estava prestes a tomar forma. Como era a própria Maria quem havia tomado nota de tudo, ela organizou também como seria a apresentação e sugeriu que todos participassem, já que o objetivo da dinâmica era fazer cada um mostrar um pouco do seu potencial e desenvoltura.

A apresentação da equipe da Maria foi muito boa, com poucos questionamentos - tanto dos gestores quanto da outra equipe. Alguns pontos falhos foram levantados e a equipe assumiu que poderiam ser melhorados.

Concluídas as apresentações, os gestores se reuniram para discutir e as equipes permaneceram ansiosas pelo resultado. Quando voltaram, a surpresa: estavam aprovados para a próxima etapa dois meninos e Maria.

Assim que os outros candidatos não aprovados foram dispensados, uma gestora ficou responsável por dar o feedback aos aprovados. Ela elogiou a participação da Maria, disse que ela foi bastante organizada e que, mesmo anotando tudo, conseguiu dar boas contribuições ao grupo e atentar para detalhes que passariam despercebidos. Contudo, a consultora alegou que Maria precisava confiar mais no trabalho da equipe e delegar tarefas. Assumir a liderança é muito importante em trabalhos de grupo, mas a equipe precisa se sentir motivada para também trabalhar.

Da experiência ficou a lição: em qualquer dinâmica de grupo é preciso se destacar de alguma forma. Mas cuidado! Liderança não significa fazer tudo sozinho; significa conquistar a confiança da equipe e fazer com que cada um desenvolva o seu papel e contribua para o resultado final.

* A seção Compartilhando pode ficar muito mais completa se você nos ajudar a construí-la! Situações engraçadas, de aprendizado ou que possam ajudar nos processos futuros são muito benvindas. Trocando ideias e compartilhando experiências podemos corrigir erros ou simplesmente dar boas risadas! Envie sua história para quemquersertrainee@gmail.com e faça parte desse projeto.

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(17.02.2010)

Bem-vindos/Bem vindos/Benvindos (porque ainda estamos nos adaptando às novas regras da língua portuguesa)!

Este é o “Quem quer ser trainee?”, um blog criado para agregar, compartilhar e absorver conteúdo relevante para jovens que estão entrando no mercado de trabalho e aspiram a uma vaga em programas de trainee.

Este blog foi idealizado por quatro colegas de faculdade que também compartilham deste objetivo. Você pode nos conhecer um pouco melhor lendo nossos perfis na coluna ao lado.

A nossa idéia é, como mencionado, trazer materiais que ajudem os candidatos em seus processos e carreiras. Para isso, criamos cinco categorias iniciais:

TRAINEEANDO: Categoria para apresentar todos os processos de trainees abertos no mercado no ano de 2010. Esta categoria será semanal, trazendo todos os processos abertos durante a semana anterior ao post. Junto publicaremos um breve perfil de cada empresa;
COMUNICANDO: Categoria para apresentar artigos sobre carreira, geração Y, mercado de trabalho, perfil profissional, entre outros. Estes artigos poderão ser tanto de nossa autoria quanto de outros profissionais e/ou sites;
COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências serão relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Portanto, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)
DIALOGANDO: Categoria para apresentar opiniões e experiências de profissionais de diversas áreas inseridos no mercado e que possam trazer informações úteis aos candidatos. Por exemplo: pessoas aprovadas em processos de trainees, gestores de empresas, profissionais de RH, etc.;
ACRESCENTANDO: Categoria para indicar sites, vídeos, cursos, palestras, etc, que possam interessar aos futuros candidatos a trainee.

Esperamos que gostem da nossa proposta e, principalmente, contamos com a colaboração e participação de todos para que possamos criar um blog cada vez mais interessante e completo.

Criamos um perfil no Orkut e no Twitter, através dos quais vocês podem (e devem!) mandar sugestões de temas, artigos, entrevistas ou qualquer outro material que vocês achem que vale a pena compartilhar. Qualquer dúvida, nos mandem um email em quemquersertrainee@gmail.com.

Até o próximo post!

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