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(04.11.10) 


Olá, pessoal! Depois do sumiço, hoje resolvi fazer um post um pouco descontraído (e bem sincero) para conversar com vocês sobre algo que tem me deixado de cabelo em pé: e se as expectativas não forem alcançadas?

Para quem não sabe, no início deste ano tomei a decisão de me focar completamente nos programas de trainee. Pedi demissão do meu emprego e entrei de cabeça na busca por uma vaga na empresa dos sonhos. Tentei me aprimorar, me conhecer melhor, busquei cursos, conversei com experts no tema, etc. Em resumo: criei um objetivo claro e há 8 meses tenho corrido atrás dele. Mas, com o mês de Novembro começando, é praticamente impossível não pensar: e se não der certo?

A verdade é que este é um pensamento assustador para qualquer pessoa que esteja focada na busca por uma vaga de trainee. Cogitar a ideia de ingressar no mercado de trabalho com um cargo diferente deste (o de trainee) é proibido, justamente para que não haja um colapso emocional ou uma perda de foco. Mas depois de tantas negativas temos que nos preparar para voltar à realidade - e ao "mundo das pessoas normais".

Até este momento, já levei a tão temida "bota" de todas as minhas empresas (mais) favoritas. Em algumas cheguei até a dinâmica, a entrevista, o painel. Em outras nem da triagem passei. Recentemente fui desclassificada do processo da Unilever e, por ser minha empresa dos sonhos desde que entrei na faculdade, tive uma semana depressiva embaixo das cobertas, tomando sorvete e choramingando o fracasso. E isso é absolutamente normal. Mas, daquele ponto em diante, comecei a encarar a possibilidade de que eu posso não começar o ano de 2011 como trainee.

Eu acho que é neste momento - o de tomar conhecimento de que as coisas podem não ser como esperamos - que uma das principais características procuradas em um trainee vem a tona: a resiliência. É preciso ter muita força, determinação e, ao meu ver, principalmente coragem para começar a se desapegar de um sonho. Não estou dizendo que devemos desistir, muito pelo contrário. Meu objetivo é buscar a minha vaga até que o último processo me envie o e-mail de desclassificação. Mas já começo a me acostumar com a ideia de que, ano que vem, terei uma nova jornada a seguir: a busca por um emprego pelas vias "normais".

Para muitos este pensamento pode soar absurdo. Pode parecer que estou desistindo de um objetivo no meio do caminho. No entanto, enxergo a necessidade de estarmos preparados para todos os resultados possíveis. Podemos, sim, ser contratados como trainees de uma grande empresa. Mas podemos participar de 30 processos no ano e, no fim, descobrir que não fomos feitos para isso. E aí, o que vai ser da nossa vida?

É por isso que acredito que, para quem está na mesma situação que eu (2 anos de formado e sem um carimbo escrito "TRAINEE" na carteira de trabalho), esta é a época para começar a planejar o futuro caso as coisas não se encaminhem conforme o esperado. Preparar um bom currículo, cadastrar seu perfil nos sites das empresas e analisar mensalidades de sites de emprego (como a Catho Online) são algumas das ações que podemos tomar. O importante é que tenhamos alguma coisa encaminhada quando não existirem mais processos nos quais possamos nos inscrever.

E uma coisa que acho fundamental entendermos é que ser trainee não é tudo. Existem muitos jovens insatisfeitos e muita evasão nos programas. A verdade é que nem todos foram feitos para ser trainees, e pular etapas e acelerar o crescimento pode não ser o ideal para todos nós. Às vezes entrar no mercado como Assistente ou Analista nos fará ter muito mais maturidade para, no futuro - próximo, é o que esperamos -, exercemos com sucesso um cargo de liderança.

Texto de Mari Medeiros

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(05.08.10)
 

Durante as últimas semanas, participei de um curso de Excelência Profissional, ministrado pelo Banco do Brasil. Um dos temas abordados foi a negociação: como persuadir, fazer concessões e manter o foco no seu objetivo ao entrar em uma discussão. Dentro desse tema, foi realizado um teste de perfil, que vale tanto para definir como você se porta durante uma negociação, como para um perfil profissional, e inclusive traz informações sobre seu comportamento em situações como trabalho em equipe, realização de um projeto e sob pressão.

É muito importante fazer autoanálises, pensar nas suas qualidades, defeitos e habilidades. Com esse autoconhecimento, podemos identificar nossos pontos fortes e fracos e tentar melhorar. Quando você está participando de processos seletivos, isso se torna ainda mais essencial, e pode fazer a diferença para a sua aprovação. Os testes de perfil podem ajudar um pouco nisso. Claro que eles não dão respostas 100% certas, muito menos definitivas. E isso acontece porque todos nós estamos em constante mudança e, em diferentes momentos da nossa vida, apresentamos comportamentos variados e outras reações a situações já vividas anteriormente.

Por tudo isso, eu resolvi dividir esse teste de perfil com os leitores do blog. É muito simples, em menos de 5 minutos você terá um resultado. Baixe o arquivo em PDF clicando AQUI, siga as instruções e depois venha conferir os perfis:

Catalisador: as pessoas com perfil catalisador tendem a ser extremamente criativas, empreendedoras, entusiastas e persuasivas. É a pessoa que pensa em grandes projetos e toma grandes decisões. No trabalho em equipe, usa suas habilidades sociais para convencer e obter apoio. Sob tensão, costuma falar alto e rápido, agita-se e explode com facilidade. Valoriza elogios recebidos e o reconhecimento. Pode ser visto como superficial, impulsivo, inconstante e difícil de crer. Pessoas catalisadoras precisam desenvolver a autodisciplina e a moderação.

Um planejamento elaborado por uma equipe formada só por catalisadores será rico de novas ideias, empreendedor e original. Entretanto, a equipe será incapaz de implementá-lo, porque os catalisadores trabalham no nível macro, e não conseguem visualizar importantes detalhes para a consecução das tarefas. Também não possuem autodisciplina para levar até o fim suas ideias.

Analítico: é aquele que adora fazer perguntas, obter o máximo de informações, coletar todos os dados disponíveis, orientando-se para a execução dos procedimentos. Sério, organizado, paciente, cuidadoso e controlado, procura saber todos os detalhes antes de iniciar uma atividade ou tomar qualquer decisão. Nos trabalhos em equipe, mantém-se a par do que acontece no grupo, conhece o trabalho de todos e especializa-se em uma parte da tarefa. Sob tensão, prefere manter-se calado ou se retirar, para evitar conflitos. Valoriza a segurança e maior garantia. Pode ser visto como indeciso, teimoso, perfeccionista, detalhista em excesso ou procrastinador (uma pessoa que "deixa para depois"). Os analíticos precisam aprender a tomar decisões mais rápidas e arriscar-se mais.

Um planejamento elaborado por uma equipe de analíticos terá um rico embasamento teórico e argumentos seguros. Entretanto, parecerá aos olhos dessa equipe sempre incompleto para ser colocado em prática. A decisão final deles dependerá de mais e mais detalhes, de pesquisas ou estudos aprofundados.

Controlador: o controlador é aquele que toma decisões rápidas e está sempre preocupado com o uso do seu tempo e a redução de custos. Ao trabalhar em equipe, confia na eficiência e no trabalho feito na hora. Sob pressão, tem tendência a ameaçar, impor-se e tornar-se tirânico. Nas discussões não faz rodeios, vai direto ao assunto: é objetivo e sua meta básica é conseguir resultados. Valoriza o cumprimento de metas e prazos. Pode ser visto como insensível às pessoas, crítico, impaciente e durão. Esse é o perfil tradicional dos "chefes". Precisa aprender a humildade e a escutar os outros.

Um planejamento realizado por equipe de controladores terá suas metas claramente definidas e prazos rigorosamente estabelecidos, mesmo que para isso tenham de cortar metade das cabeças da empresa e passar por cima da outra metade. Embora muito eficientes, a natureza ditatorial da pessoa controladora gera inúmeros conflitos nos relacionamentos interpessoais pelas suas atitudes.

Apoiador: considera que os seres humanos são mais importantes que qualquer trabalho; aprecia atuar sempre em equipe, procura agradar os outros e fazer amigos. É compreensivo, bom ouvinte, prestativo e "veste a camisa" da empresa. Quando trabalha em equipe faz amizades, busca harmonia e atua para o bem do grupo. Sob tensão, finge concordar ou não se manifesta. Valoriza a atenção que recebe a aceitação do grupo. Pode ser visto mais como um missionário do que um executivo, incapaz de cumprir prazos ou desenvolver projetos. Suas decisões são mais lentas e ele sempre busca não incomodar as pessoas. Os apoiadores precisam desenvolver a autodeterminação e aprender a fixar metas.

Um planejamento elaborado por equipe só de apoiadores com certeza atenderá às necessidades e interesses de todas as pessoas da empresa, se isso for possível. Mas é exatamente o que um apoiador busca: ver todos felizes e satisfeitos, independentemente de gerarem, ou não, resultados para a empresa.

Ao conhecer um pouco sobre cada um desses perfis, é fácil perceber que o ideal é buscar reunir pessoas com os quatro talentos distintos em uma mesma equipe de trabalho. O catalisador irá contribuir com suas ideias; o analítico na organização e discussão dos prós e contras; o controlador irá colocar a melhor das ideias em prática e o apoiador atuará no apoio político e no equilíbrio dos diversos interesses envolvidos.

Agora é com vocês: o que acham de fazer o teste e refletir sobre os perfis? Será que existe um perfil mais adequado para os futuros trainees?

Por Carol Weiss

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(21.07.10) 
 
Conforme já havia citado em outro texto, participei do FONATE (Fórum Nacional de Trainees, Empreendedores e Estagiários), em Gramado-RS, e tive a oportunidade de participar de um Workshop sobre Geração Y ministrado pelo Arthut Diniz, fundador da Crescimentum.

Essa semana, em uma conversa com as outras meninas do blog, acabei pensando em uma coisa: será que nós, jovens, quando formos líderes, seremos como desejamos que nossos gestores atuais sejam? Questiono isso pois o Arthur Diniz, em seu discurso, trouxe uma frase que achei interessante citar aqui no blog:


"O líder do futuro deve tornar-se cada vez menos necessário":
delegar mais, treinar pessoas e formar sucessores.


É o que nós jovens esperamos de nossos gestores e chefes, certo? Queremos ser treinados, incentivados, queremos que nos deleguem tarefas importantes e significativas para a empresa. Queremos ser responsáveis por resultados e pelos sucessos, e, principalmente, queremos ser reconhecidos por isso. É uma característica que vejo em quase todos os jovens: a necessidade de reconhecimento por parte dos outros. No âmbito profissional, queremos o reconhecimento do chefe, do diretor e do dono da empresa. Mas e quando formos nós os líderes? Seremos capazes de nos tornar desnecessários? Seremos capazes de delegar tarefas importantes e significativas para a empresa aos novos profissionais? Não nos sentiremos obsoletos e teremos "medo" da nova geração que estará entrando no mercado de trabalho?

Nós, jovens, temos essa característica de pensar no agora. Pensamos no futuro, sim: na aposentadoria, nos investimentos a longo prazo, etc. Mas, profissionalmente, não pensamos que passaremos pela mesma situação que os Baby Boomers estão passando agora, de se sentirem ameaçados por uma geração totalmente diferente.

Desejamos tanto o "poder" que esquecemos de pensar em que tipo de líderes seremos. Tenho receio que estejamos a caminho de sermos como os líderes que tanto criticamos. Quando finalmente tivermos tudo ao nosso alcance, talvez a nossa sede pelo sucesso nos impeça de delegar tarefas e passar o que aprendemos aos mais novos.

Talvez eu esteja equivocada neste meu pensamento, mas acredito que é interessante começarmos a pensar nisso agora, para que, quando finalmente alcançarmos um posto de liderança, possamos colocar em prática as atitudes que tanto desejamos que nossos gestores tenham conosco.

Texto de Mari Medeiros

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(16.07.10)

Já faz algum tempo que tenho vontade de dar uma dica para todos os Gen Y por aí, principalmente para mim mesma: Tenhamos CALMA.

Entre todos os rótulos já usados para a nossa geração, um deles se destaca como uma grande verdade ao meu ver: somos “afobados”. Queremos entrar em uma empresa e crescer, crescer, crescer. Ser reconhecidos. Ter feedback (preferencialmente, positivo). Queremos oportunidades. Passamos muito tempo sonhando com a nossa empresa “queridinha” - aquela na qual adoraríamos trabalhar – mas, se conseguimos essa chance, temos pressa de nos destacarmos lá dentro. Não “degustamos” o tempo de experiência e, principalmente, de aprendizado desse cargo. E, devido a essa pressa, ouvimos muitas histórias de jovens que se decepcionaram com as empresas para as quais lutaram tanto para entrar.

Será que não precisamos nos acalmar um pouco? Não só depois de conseguir essa chance, de alcançar o sonho (seja ser um trainee ou apenas conseguir uma oportunidade em uma boa organização), mas antes também. Será que a nossa pressa não causa um deslumbramento infundado? Vemos defeito nos nossos empregos por termos pressa de nos desenvolver e imaginamos que na nossa organização queridinha as coisas são muito diferentes. Mas nem sempre são. Não podemos esquecer que essas empresas que admiramos são isso mesmo: empresas. E, como todas as outras, tem suas burocracias, seus processos e, até mesmo, suas injustiças. Era fácil suspeitar que a empresa dos sonhos da maioria dos jovens é o Google, e isso foi confirmado por uma pesquisa desenvolvida pela consultoria Cia. de Talentos. Isso acontece devido à imagem que o Google passa: uma organização dinâmica, com horários flexíveis, inovadora, que preza a qualidade de vida e investe nos projetos dos seus colaboradores. Tudo com o que a geração Y sonha em um emprego. E, ainda assim, todos os anos, o Google perde funcionários, assim como todas as outras empresas. Isso mostra que não existe uma organização perfeita. E que na “empresa dos sonhos” dos jovens também existem profissionais insatisfeitos.

Pensando nisso, sugiro que tenhamos um pouco mais de paciência. Assim como todos os membros da minha geração, também tenho essa característica um pouco afobada. Estou num emprego legal há pouco tempo e, esses dias, ao ouvir sobre a abertura de uma vaga interessante dentro da própria empresa, pensei: “Será que posso me candidatar?”. E aí levei um susto comigo mesma. Não adquiri nem 10% do conhecimento que creio que posso adquirir aqui. A nossa vontade de crescer, de mudar, de se destacar é tão grande que às vezes passa por cima do tempo necessário para nos desenvolvermos. De que adianta alcançar rapidamente um bom cargo, se não temos preparo suficiente para ele? E isso também serve para rever uma possível insatisfação no emprego: será que esse sentimento não é infundado, baseado apenas nessa “pressa”?

Um dos principais motivos pelos quais resolvi começar esse texto foi para lembrar a todos os candidatos a trainee que, apesar de ser um atalho para uma “carreira de sucesso”, a maioria dos programas não são exatamente curtos. O período de trabalho normalmente varia entre um ano e meio a dois anos. Você, candidato, está pronto para passar todo esse tempo se esforçando, se dedicando, em uma empresa onde seu potencial será avaliado a cada momento? Será que não vai achar esse período muito longo? E, meu questionamento principal... será que não vai acabar jogando fora uma grande oportunidade por ter pressa demais?

Sei que esse texto está cheio de questionamentos, mas a intenção era essa mesmo... apenas refletirmos sobre esse comportamento praticamente padrão entre os Gen Y e, talvez, mudarmos um pouco nosso posicionamento daqui para a frente. Sabemos que nosso ritmo profissional é bem diferente do ritmo das outras gerações presentes na maioria das grandes empresas. Mas quem sabe uma pequena mudança de comportamento nos ajude a encontrar um meio-termo.

Texto de Tati Abrão

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(15.06.10)

COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências poderão ser relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Neste caso, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)

Pessoal, semana passada recebemos um Compartilhando de um "João" e vamos reproduzí-lo na íntegra aqui. Gostaríamos de aproveitar e pedir para que vocês se animem e continuem (ou comecem, para os que ainda não o fizeram) enviando suas experiências em dinâmicas, entrevistas e processos seletivos em geral para nosso email, para publicarmos no blog. Percebemos pelos comentários e número de acessos que esta é uma seção do "Quem quer ser trainee?" que interessa bastante a todos os candidatos, pois é possível aprender muito com os erros e acertos dos outros.

Mas para que possamos ter conteúdo para continuar publicando textos no Compartilhando, precisamos da ajuda de vocês. Nós já publicamos algumas histórias nossas, mas achamos mais interessante divulgar experiências de outras pessoas, de outras áreas, em outras empresas. Não precisa ser um texto muito elaborado, ou alguma história muito surpreendente. Nesta seção, tudo é válido. Tudo é aprendizado.

Contamos com a participação de vocês. A equipe do "Quem quer ser trainee?" - e todos os leitores do blog - agradecem!

Agora sim, vamos ao email do "João":

"Oi, gurias. Vim aqui contar uma experiência que tive em uma entrevista de emprego. Não foi para um processo de trainee, foi para emprego mesmo, mas acho que é interessante mesmo assim.

Eu era estagiário em uma empresa e fui fazer uma entrevista para ser efetivo em outra. Tinha estudado tudo que podia sobre a empresa, alguns detalhes que achei no site, como missão, visão e valores (acho que sempre vale a pena dar uma olhada nisso, pra ter uma idéia de como é a organização e o que ela espera dos funcionários, né?). Como a empresa era bem grande, achei que seria uma dinâmica, sei lá. Mas não. Era entrevista one-on-one mesmo, eu e o cara, um gestor super importante.

Eu resolvi contar sobre essa entrevista porque ela foi completamente diferente do que eu imaginava, e de todas as outras que eu já fiz. O começo foi bem parecido. "Conte um pouco sobre você", "comente suas experiências anteriores", "quais são suas principais qualidades e defeitos", aquele papo de sempre. Só que acho que o cara gostou das minhas características e do meu currículo, mas não acreditou muito em mim, devido a minha aparência jovem, pouca experiência, etc. E aí começou a parte diferente.

"Eu tenho um filho da sua idade, mas jamais o colocaria nessa vaga. Por que eu deveria colocar você?", "Você sabe trabalhar sob pressão?", "Como você se sentiria tendo que cobrar semanalmente pessoas que tem mais tempo de empresa do que você tem de vida?", "Por que eu devo confiar esse cargo importante a um jovem de 22 anos, sendo que tenho outros candidatos mais velhos e mais experientes concorrendo?". E essas foram só algumas das perguntas que ele me fez.

Estou contando essa história por dois motivos... O primeiro é pra dizer que às vezes não adianta se preparar. Eu fiz toda a "lição de casa" sobre a empresa, sobre os funcionários, sobre os valores e, ainda assim, não estava esperando uma entrevista como essa. E o segundo motivo é para dizer que todos os candidatos devem aprender a improvisar. Dá até pra dizer que devem se preparar para o improviso. Eu sei que isso é praticamente um paradoxo, mas acho que é possível. Se preparar emocionalmente para momentos inesperados e preparar respostas para perguntas fora do comum. Preparar a cabeça para momentos como esse, nos quais precisamos nos provar para alguém, para conseguir uma boa oportunidade.

No fim das contas, me virei bem na situação e consegui o emprego. E estou feliz da vida!

Apesar de não ser especificamente sobre um processo de trainee, acho que dá pra aplicar principalmente para as entrevistas finais, não é mesmo? Espero que seja útil pra alguém. Beijo pra todas."

Nós do "Quem quer ser trainee?" agradecemos a participação do "João" aqui no blog e esperamos que outros leitores nos enviem suas histórias!

* E você, já passou por uma entrevista diferente de todas as outras que tenha feito? Sentiu-se cobrado e pressionado para mostrar seu potencial e convencer seu entrevistador? Comente! Se quiser que sua experiência apareça no "Quem quer ser trainee?", anonimamente ou não, nos envie um e-mail: quemquersertrainee@gmail.com.

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(09.06.10) 
 
Nos dias 20 e 21 de Maio estive no FONATE (Fórum Nacional de Trainees, Empreendedores e Estagiários), cujo tema era a Geração Y. Ao longo dos dois dias participei de algumas atividades e assisti palestras muito interessantes e que encarei como oportunidades de criar novas discussões aqui no blog.

Um dos temas que mais me chamou a atenção foi o debatido no Workshop chamado "Os desafios da liderança da Geração Y", ministrado pelo Arthur Diniz, fundador da Crescimentum. Fiz a inscrição para esta atividade imaginando que a discussão seria a respeito dos líderes da nossa geração e me surpreendi ao encontrar justamente o contrário: uma conversa sobre como as outras gerações precisam NOS liderar.

Arthur Diniz colocou que um dos maiores desafios para as gerações que nos lideram no mercado atual é quebrar paradigmas. A realidade das empresas, hoje, é formada por modelos de gestão engessados e, por assim dizer, antiquados. Os gestores Veteranos e Boomers, que ainda são a maioria, frequentemente trabalham a chefia (ou liderança?) de uma forma pouco transparente e muito rígida.

Se um determinado profissional não está feliz dentro da empresa, ele tem duas opções: pedir demissão ou aceitar o trabalho que faz (mesmo que fique infeliz). Raras são as exceções em que é dada outra oportunidade para esse funcionário. E mais raras ainda são as situações em que o profissional "ganha de presente" um cargo exatamente como o que deseja. E é justamente esse panorama que Diniz trouxe ao workshop: o de que as empresas, para reterem a Geração Y, precisam desenvolver trabalhos ao redor das aspiraçõs pessoais de cada um.

É comum encontrarmos jovens desempregados que eram valorizados dentro das empresas mas preferiram sair ao invés de ficarem infelizes. Eu mesma sou um exemplo disso, pois saí do meu último emprego por estar descontente, apesar de ser muito bem vista por meu gestor e colegas. Faço parte da parcela da Geração Y que busca a felicidade e qualidade de vida acima de qualquer salário e, por a empresa não se adequar às minhas aspirações, preferi pedir demissão.

O que aconteceria se as empresas, ao invés de deixarem os talentos irem embora, perguntassem a eles: "O que você quer ser?", "Que trabalho você gostaria de executar?". E mais ainda: o que nós, jovens, faríamos caso as empresas nos dessem essa oportunidade?

A verdade é que para esse panorama tornar-se real no mercado ainda é preciso muito trabalho e, principalmente, uma mudança de pensamentos que venha de dentro das empresas para fora. Enquanto isso, nós, jovens, ficamos à espreita, aguardando as empresas que nos valorizem como somos: dinâmicos, ágeis, competentes e, acima de tudo, focados na busca pela nossa felicidade.

Texto de Mari Medeiros

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(26.05.10)


Resolvi falar sobre um assunto que já me incomodou algumas vezes, e que pode ter sido um problema para vocês também: a falta de valorização das experiências em estágios.

Durante a faculdade eu fiz quatro estágios, em áreas diferentes: fui membro de uma Empresa Júnior, estagiei em dois departamentos de marketing e em um órgão público. Aprendi muito em todos os ambientes: desenvolvi habilidades, descobri capacidades que eu não imaginava ter, consegui trabalhar pontos fracos e colocar na prática algumas coisas que vi na faculdade, enquanto outras eu nunca tinha ouvido falar antes, e aprendi no dia-a-dia.

No entanto, na maioria das entrevistas de emprego que fiz, percebi um certo descaso em relação à minha experiência. Foi um artigo do Marcelo Miranda, chamado "Estagiário não é pra tirar cópia", que me fez pensar mais sobre isso e escolher esse tema para uma discussão aqui no "Quem quer ser trainee?". Como os processos para trainee se limitam, em geral, a candidatos formados há até 2 anos, é muito provável que a maioria também tenha apenas estágios em seu currículo, como eu.

A imagem que grande parte das pessoas tem dos estagiários ainda é que eles estão ali pra trabalhar como "faz-tudo" ou "a moça que tira xerox", ou apenas "assistir" ao que é feito. Mas hoje, principalmente em empresas que levam a sério a formação e o desenvolvimento dos profissionais, o estagiário passou a ter responsabilidades e um lugar no fluxo de trabalho da empresa. E isso reflete as experiências que eu tive, pois nos meus estágios eu sempre tive funções que exigiam minha dedicação e profissionalismo, e havia atividades que eram especificamente minhas: se eu não estivesse lá para fazê-las, ninguém as faria por mim.

Então, quando em uma entrevista de emprego, seleção de trainee ou outra situação, você ouve a pergunta: "Mas você nunca trabalhou?", é normal sentir uma certa decepção. Sim, eu trabalho desde 2005, mas como estagiária, isso não conta? E infelizmente, muitas vezes não conta, e a vaga é ocupada por alguém que pode ter menos tempo de experiência que você, mas foi efetivo.

Eu acredito que vale a pena estagiar na sua área, aprender e conhecer o mercado em que você vai trabalhar ao se formar. É nos estágios que você vai conhecer a rotina dos seus futuros empregos e até mesmo ter a certeza que, fazendo esse trabalho, você pode se realizar profissionalmente.

Então, a minha resposta para a pergunta do título é: "Sim, estágios devem contar como experiência". Eles são a primeira porta que se abre para os estudantes, e devem ser valorizados. E espero que aos poucos mais pessoas concordem com essa visão e nos dêem mais oportunidades de mostrar que o que aprendemos nos estágios é uma ótima base para sermos bons profissionais depois de formados.

Texto de Carol Weiss

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(19.05.10)
 
Nas duas últimas semanas participei do curso de Oratória ministrado pelo Senac-PR. Minha intenção ao assistir as aulas era melhorar minha relação interpessoal e, principalmente, aprender técnicas que me ajudassem a fazer uma boa apresentação pessoal e dos cases durante os processos deste ano.

O curso foi curto, porém já na primeira aula me inspirei para escrever um texto para o blog. O motivo? Eu sempre me considerei uma oradora razoável, mas descobri muitos vícios e erros que cometia. Portanto, hoje decidi trazer para vocês algumas dicas que aprendi e que podem nos ajudar, ao menos um pouco, na participação em processos de trainee.

Para inspirá-los, porém, antes vou contar a história de Demóstenes (Grécia, séc. III a.C). Em sua primeira apresentação como orador, Demóstenes foi vaiado pois era gago, tinha um tique nervoso (levantava o ombro quando falava) e falou de forma "amedrontada". Nesta época, o esperado de um orador era que ele tivesse a fala e o discurso perfeito. Demóstenes, após seu fracasso, trancou-se em uma caverna, cortou seu cabelo e passou a treinar intensamente: colocou uma pedra embaixo da língua (para melhorar a dicção) e uma espada encaixada embaixo do braço (para machucá-lo quando levantasse o ombro). E o mais surpreendente é que Demóstenes, após todo o esforço, tornou-se conhecido como o "Pai da Oratória".

A lição dessa história é óbvia: com treinamento e força de vontade, todos podem ser grandes oradores. Porém, é preciso técnica e preparação para que o discurso seja o melhor possível. E as minhas dicas são essas:

- Faça sempre contato visual: é comum termos receio de olhar para os outros por nos sentirmos julgados enquanto eles nos assistem. Mas saiba disso: você não deve tentar agradar a sua plateia ou buscar sua aprovação. Concentre-se em passar a sua mensagem da melhor forma possível. Ao passear o olhar pela plateia, você estará fazendo uma conexão com ela. Evite a fuga do olhar.

- Pratique o gestual: não deixe as mãos ao lado do corpo e não gesticule em excesso; o importante é encontrar um ponto de apoio confortável, que deve ser na altura da cintura, fazendo um encontro com as mãos. O gestual sai naturalmente do ponto de apoio e, por isso, deixa o movimento menos exagerado.

- Não utilize vícios: os mais comuns são o "Bom", "Então" e "Ééé" no início de um discurso e o "Então é isso", "Acho que é isso" e "É isso" ao final. Cumprimente a plateia e já inicie seu discurso. Ao terminar, agradeça pela atenção ou diga algo como "Essa é a minha mensagem". Nunca diga "Espero que tenham gostado", pois isso reflete submissão e busca de aprecio. E, por favor, cuidado com os "nés".

- Projete sua voz: é importante "falar para fora". Mas entenda que projetar a sua voz não significa gritar. Exercite sua dicção e abra bem a boca ao falar, treine em casa de forma exagerada. Fale frases como "Traga três pratos de trigo para um tigre triste" ou conjugue o verbo "Tagarelar" no futuro (Eu tagarelarei, tu tagarelarás..).

- Pratique o colorido vocal: durante seu discurso, coloque emoção na sua voz. Um discurso sem colorido vocal é linear e torna-se monótono e sonolento para quem está ouvindo.

- Tente diminuir o medo de falar em público: trabalhe sua autoestima, domine o assunto sobre o qual irá falar, faça um planejamento detalhado, não decore e sim ensaie, dê atenção à introdução e à conclusão, canalize a adrenalina (respire fundo, raciocine), relaxe, respire e aqueça sua voz. E, uma dica boba, porém eficaz, é fazer um preparo mental. De que forma? Escolha uma palavra forte (Ex: força, trovão) e repita essa palavra com a voz forte. Crie uma imagem ligada à essa palavra e projete-a em sua mente. Traga a força dessa palavra e da imagem para o seu corpo. Você vai se sentir um pouco idiota fazendo isso, mas esse exercício traz estabilidade e confiança ao seu discurso. Lembre de fazer isso escondido!

Acredito que o mais importante da Oratória para os processos de Trainee seja o contato visual e o bom gestual. São duas coisas que trazem muita credibilidade para a sua imagem. Porém, a boa prática dessas técnicas pode te ajudar em muitas situações dentro do mercado, portanto a dica que eu deixo é essa: pratique desde já e, quando você mais precisar, já será um "Filho da Oratória".

Texto de Mari Medeiros

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(12.05.10)

Recentemente eu estava lendo este artigo sobre a ousadia de mudar de profissão, do Marcelo Maroldi, e esse assunto me fez pensar em alguns questionamentos que venho fazendo há algum tempo...

Somos obrigados a escolher nossa profissão muito cedo, sem ter experiência profissional ou de vida. O tempo passa e nós acabamos gostando da profissão escolhida - seja por vocação ou costume. Mas assinamos algum contrato de exclusividade? Quando fazemos opção por um curso em detrimento de outro significa que estamos colocando uma algema em nossas vidas profissionais?

Eu acredito que não. O fato de eu ter me formado em Comunicação Social não significa que eu não possa querer trabalhar com Administração; um médico pode, por sua vez, gostar de Psicologia; e um administrador sentir-se realizado trabalhando com Música. O fato de eu gostar de uma atividade não significa que eu não possa gostar de outra (e mais outra!).

Não dá para deixar de mencionar, porém, que as profissões citadas acima são flexíveis. Não é possível visualizar, por exemplo, um dentista trabalhando com engenharia, ou um professor com medicina ou, ainda, um matemático fazendo jornalismo. Cada área tem suas especificidades e é claro que é preciso ter vocação. Mas quando as áreas são afins, por que não somá-las? Por que não fazer com que elas se complementem?

Vamos, agora, trazer a discussão para a nossa realidade. Os processos de trainee nem sempre oferecem opção de vagas para todos os cursos, mas são flexíveis a ponto de “treinar” (como o próprio nome sugere) o candidato para determinada função. Vemos esses exemplos a toda hora: graduados em Administração trabalhando na área de sustentabilidade, profissionais de Relações Públicas na área de inovação, publicitários trabalhando com Recursos Humanos. E esses são só alguns dos exemplos que posso citar.

Nós mudamos com o tempo, com as situações... é difícil comparar quem somos hoje com o quem éramos antes de entrar na faculdade. Não estou dizendo que nossas escolhas são erradas e imaturas. Meu único objetivo com este texto é propor uma discussão acerca dessas mudanças. Podemos ser felizes somando profissões? Podemos aprender a gostar de outra área? Até que ponto o meu diploma me prende e cria um esteriótipo?

Texto de Paty Fatuch

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(05.05.10)
 
Uma questão que aflige muitos profissionais da geração Y é: salário versus satisfação. O que é mais importante quando não se pode ter os dois?

Quando entramos na universidade e começamos a conquistar espaço no mercado de trabalho através de estágios, as opções são muitas. E como a procura por essas vagas é normalmente maior do que a oferta, os salários nem sempre são muito vantajosos.

Nós do "Quem quer ser trainee?" somos da área de comunicação, uma área que, apesar de uma melhora significativa nos últimos anos, ainda não valoriza financeiramente os seus estagiários. Claro, algumas empresas (as maiores, principalmente) são exceções, mas não são muitas. E é nesse período que começamos a questionar o que é mais importante. A resposta não é igual para todos mas, nesta época, a maioria dos universitários pensa que para ter a primeira oportunidade no mercado, vale a pena abrir mão de algumas regalias, não é mesmo? No fim da universidade, as coisas começam a ficar mais críticas. Além do aumento de responsabilidades na vida pessoal - que trazem com elas mais contas para pagar - há aquele medo de ficar fora do mercado depois de graduado.

A minha opinião durante este período sempre foi a mesma: um dos lados tem que compensar. Um estágio fantástico que paga muito bem é extremamente raro. Nos estágios do "mundo real" não se pode ter tudo. Algumas pessoas não concordam, claro, mas eu sempre achei que se o estágio não é exatamente o que você esperava, ele deve ao menos pagar bem. Ou se o salário é baixo, ele tem que compensar no crescimento profissional e na satisfação pessoal.

Mas ao sairmos da universidade, o cenário muda. A troca de emprego não é tão flexível, algumas pessoas já moram sozinhas e possuem grandes responsabilidades financeiras. E também não temos tempo a perder em empregos que não ofereçam possibilidades, sejam elas financeiras ou profissionais. Mas e aí? Como fica aquele sonho do intercâmbio? De arriscar em uma nova área ou em um novo segmento do mercado? De trocar de cidade? De fazer uma nova graduação ou especialização? E o outro lado também é bastante complicado: como ficam as contas quando o emprego dos sonhos chega, mas não paga bem?

Quando essa situação se apresenta, acredito que não há uma resposta pronta. Se no começo da universidade a maioria pende para o lado "carreira", aqui isso não é regra. É uma decisão muito difícil e que deve ser tomada com cuidado, mas que depende do ponto em que cada um se encontra naquele momento. Às vezes, o salário do emprego atual é tão satisfatório que existe o medo de arriscar em uma nova área na qual a remuneração é menor. Outras vezes, pode haver uma dependência financeira ou outras responsabilidades que não permitem uma redução de salário em determinado momento. E também há o outro lado, o medo de arriscar sair de um emprego que oferece grande satisfação pessoal para buscar uma melhor remuneração. Ou o receio de deixar um emprego garantido para buscar intercâmbios, novas cidades ou empresas maiores.

Esse texto não pretende trazer nenhum tipo de resposta a essas questões, mas sim criar uma discussão e, quem sabe, uma troca de experiências nos comentários que possa ajudar a todos que estão passando ou venham a passar por situações parecidas. Você já teve que fazer essa escolha? Concorda que não existe uma regra para essas situações? Deixe sua opinião! :)

Texto da Tati Abrão

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(21.04.10)

Uma pergunta que a maioria dos candidatos a trainee faz é: "Existe alguma forma de se preparar para uma dinâmica de grupo?". A ideia do post de hoje é discutir essa questão que, ano após ano, é levantada por candidatos, profissionais e recrutadores durante os processos seletivos de estágio e trainee. Eu já ouvi muitas dicas, frases feitas, macetes, etc. Também já ouvi que "o ideal é ser você mesmo", pois se transformar em outra pessoa durante as dinâmicas pode significar entrar em uma empresa cujo perfil não seja compatível com o seu.

Depois de pensar bastante a respeito deste tema, achei que o ideal era vir aqui hoje e dar minha opinião sincera. Então, aí vai: eu não gosto de dinâmicas de grupo. Sei que existe um propósito por trás delas, onde os profissionais de RH podem nos avaliar trabalhando em equipe, ver como lidamos com a pressão e se sabemos liderar um grupo (entre outras características específicas de quem está disponibilizando a vaga). Entretanto, acho que o ambiente criado não reflete a realidade das empresas.

Durante cerca de 4 horas, ficamos em uma sala com várias pessoas que não conhecemos e estão atrás do mesmo objetivo que nós. Mais ainda: em geral, a maioria delas têm o perfil muito parecido. Estudam/estudaram em boas faculdades, tiveram oportunidade de viajar para o exterior, são fluentes em pelo menos mais uma língua além do português e, claro, leram diversos macetes sobre "como se comportar em uma dinâmica".

É difícil se sobressair dentre 15 a 20 pessoas em apenas 4 horas, ainda mais sabendo que boa parte dessas pessoas têm boas características de liderança. Uns são mais tímidos, outros mais expansivos, uns tem mais facilidade para conhecer pessoas novas, outros precisam de mais tempo. Mas até que ponto a capacidade de liderar, de trabalhar sob pressão, de trabalhar em equipe ou alcançar resultados pode ser medida em uma dinâmica de grupo?

Eu trago essa questão à mesa pois sei que uma das colaboradoras deste blog possui um tipo de liderança que vem com o tempo - as pessoas aprendem a confiar e respeitar sua autoridade pela capacidade que tem de ouví-las e ajudá-las nos momentos difíceis ou de conflito. E acredito que muitos outros candidatos possuam características parecidas (ou mesmo diferentes), e resultariam em excelentes líderes nas grandes empresas, cada um do seu jeito.

Então, existe alguma forma de se preparar para uma dinâmica de grupo? Eu diria que não. Eu também diria que "o ideal é ser você mesmo". Mas acredito que, se você se atentar aos detalhes, possa se sobressair. Se auto-avaliar antes da dinâmica para fazer uma boa apresentação pessoal, conhecer em detalhes a empresa, tentar sempre mostrar seus pontos fortes, tomar iniciativa e ouvir atentamente seus concorrentes pode ajudar, mas nada disso é sinônimo de aprovação.

São poucos os candidatos que são aprovados em um processo de trainee; talvez sejam os detalhes que os façam tão atrativos às empresas dos nossos sonhos.

PS: Quero deixar claro que nada tenho contra as empresas de seleção e que respeito os caminhos escolhidos por elas para realizar a seleção dos candidatos. Além disso, sei que a dinâmica de grupo é uma das ferramentas utilizadas para filtrar a grande quantidade de candidatos dos processos. O objetivo deste post é somente incitar a discussão e troca de informação a respeito deste tema tão recorrente durante os processos seletivos.


Texto de Mari Medeiros

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(07.04.10)


Durante o ano de 2009 participei de alguns processos seletivos e, por conta disso, sempre estive atenta à comunidade Trainee Brasil do Orkut. Lá, fiz alguns amigos, conheci pessoas interessantes e participei de discussões acaloradas tanto entre candidatos como entre candidatos e consultorias. Ao longo do tempo, foi possível perceber alguns assuntos recorrentes nas discussões, um deles em especial: afinal, qual o critério para a nossa desclassificação?

É comum encontrar na comunidade posts de candidatos indignados com suas "botas" (termo utilizado por eles para definir a desclassificação em um processo), revoltando-se contra as consultorias que não são transparentes ao nos descartarem. Eu mesma já me chateei com algumas dessas "botas", especialmente por elas acontecerem na maioria das vezes pela mesma consultoria. E a pergunta que fica nessas situações é a mesma... o que meu currículo tem de errado que a Consultoria X nunca me aprova?

A questão da idade ("será que por ser maior de 25 anos eu posso ser desclassificado?"), a faculdade onde estuda/estudou ("não estudo em uma faculdade pública, e agora?"), a falta de experiência internacional, pouca experiência profissional... São muitos os "requisitos" obscuros que os candidatos (não) encontram em seus currículos para justificar uma reprovação.

Infelizmente eu não tenho uma resposta para essas perguntas que nos fazemos depois da decepção por causa de uma "bota". As consultorias dizem realizar uma análise qualitativa de nossos currículos, mas será que esses "pré-requisitos obscuros" realmente existem? Não cabe a nós afirmar que sim, pois estaríamos fazendo um pré-julgamento que talvez seja equivocado. As consultorias não podem desclassificar candidatos com o quesito "idade máxima", de acordo com a lei isso é discriminação, então eu não acredito que isso aconteça. E, se acontecer, a consultoria não nos dá indicações disto, de forma que não podemos afirmar que exista esse preconceito. Só podemos ficar na suposição.

Minha dica é que você procure o que possa estar errado em seu currículo. Revise, "re-revise" e revise mais uma vez, se achar necessário. Observe os pontos apresentados no anúncio da vaga e tenha certeza de que atende os pré-requisitos antes de se candidatar. Se você é formado em Publicidade e Propaganda, mas no anúncio diz "Comunicação Social", lembre-se de mudar na ficha de cadastro. É um dado pequeno, mas que causou dor de cabeça a uma consultoria em um processo no ano passado. E se, ainda assim, você acreditar que possui todos os requisitos e não for classificado, lembre-se: cada empresa tem sua própria filosofia e perfil, e são as consultorias que possuem essas informações para decidirem a favor ou contra a sua continuidade em um processo (e não se esqueça das respostas subjetivas... será que você foi sincero ou escreveu bem?).

Texto de Mari Medeiros

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(17.02.2010)

Bem-vindos/Bem vindos/Benvindos (porque ainda estamos nos adaptando às novas regras da língua portuguesa)!

Este é o “Quem quer ser trainee?”, um blog criado para agregar, compartilhar e absorver conteúdo relevante para jovens que estão entrando no mercado de trabalho e aspiram a uma vaga em programas de trainee.

Este blog foi idealizado por quatro colegas de faculdade que também compartilham deste objetivo. Você pode nos conhecer um pouco melhor lendo nossos perfis na coluna ao lado.

A nossa idéia é, como mencionado, trazer materiais que ajudem os candidatos em seus processos e carreiras. Para isso, criamos cinco categorias iniciais:

TRAINEEANDO: Categoria para apresentar todos os processos de trainees abertos no mercado no ano de 2010. Esta categoria será semanal, trazendo todos os processos abertos durante a semana anterior ao post. Junto publicaremos um breve perfil de cada empresa;
COMUNICANDO: Categoria para apresentar artigos sobre carreira, geração Y, mercado de trabalho, perfil profissional, entre outros. Estes artigos poderão ser tanto de nossa autoria quanto de outros profissionais e/ou sites;
COMPARTILHANDO: Categoria para compartilhar experiências de jovens profissionais, como participação em processos seletivos, comportamento no ambiente de trabalho, comentários sobre entrevistas de emprego, etc. As experiências serão relatadas através de pseudônimos para não expor os protagonistas das histórias. Portanto, nossos personagens serão sempre o João e a Maria. :)
DIALOGANDO: Categoria para apresentar opiniões e experiências de profissionais de diversas áreas inseridos no mercado e que possam trazer informações úteis aos candidatos. Por exemplo: pessoas aprovadas em processos de trainees, gestores de empresas, profissionais de RH, etc.;
ACRESCENTANDO: Categoria para indicar sites, vídeos, cursos, palestras, etc, que possam interessar aos futuros candidatos a trainee.

Esperamos que gostem da nossa proposta e, principalmente, contamos com a colaboração e participação de todos para que possamos criar um blog cada vez mais interessante e completo.

Criamos um perfil no Orkut e no Twitter, através dos quais vocês podem (e devem!) mandar sugestões de temas, artigos, entrevistas ou qualquer outro material que vocês achem que vale a pena compartilhar. Qualquer dúvida, nos mandem um email em quemquersertrainee@gmail.com.

Até o próximo post!

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